Tricas & Futricas

Como é o nome dela?

Por
Da Redação

Na política existem coisas que só vendo para acreditar. Em 2012, na época áurea do PT no Acre, na tentativa de consolidar votos em seu favor, o ex-prefeito Marcus Alexandre resolveu adotar o nome Marcus Alexandre Viana, para surfar em cima da popularidade dos irmãos Viana. Hoje a história se repete, e a assessoria da vice-governadora e pré-candidata ao governo, Mailza Assis, informa que ela deixará no meio do caminho o sobrenome Assis, que um dia já foi Gomes, e passará a ser chamada de Mailza Cameli. Meu Deus, candidatos fazem de tudo para conseguir votos.


A força de Cameli

Antes ela carregava o sobrenome do ex-marido James Gomes; depois, com a separação, mandou tirar o Gomes e voltou a honrar o pai, usando seu sobrenome. Agora troca o Assis do pai e substitui pelo Cameli do amigo Gladson Cameli. Você entende isso, Arnaldo?



Às escondidas

O prefeito Tião Bocalom teve uma conversa reservada com alguns vereadores, a portas fechadas, na Câmara Municipal de Rio Branco. Oficialmente, o conteúdo do encontro não foi divulgado, mas, nos bastidores, o tema teria sido a judicialização das emendas parlamentares, que resultou na redução do percentual de 2% para 1,5%.


Ameaça

Nos corredores do Legislativo, a leitura é direta: caso a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) seja mantida, diversos projetos podem acabar travando na Casa do Povo por falta de recursos vinculados às indicações parlamentares.


Senta que lá vem pau!

O clima no plenário e nos bastidores já é descrito como tenso. Vereadores da base e da oposição começam a se alinhar em críticas à gestão municipal. O transporte público, inclusive, tem sido alvo de questionamentos frequentes — até mesmo por parte do vereador Joabe Lira, considerado um dos aliados mais próximos do prefeito.


Reabertura

Interessante como são as coisas. A Aleac retoma os trabalhos de 2026 sob pressão fiscal simplesmente porque o Acre segue acima do limite prudencial da LRF, o que trava reajustes e expõe a contradição entre discurso político e margem real de gasto.


Fiscal

O governo — diga-se Luiz Calixto — sustenta que a folha consome mais de 95% do limite prudencial, número que empurra decisões salariais para 2027. Bom estrategista, Luiz transforma a LRF no principal ator da política estadual.


Macro

Nessa eterna arenga regional entre produtores e frigoríficos, a outra eterna preocupação persiste: quando o preço da carne vai baixar no balcão do açougue? Nesse debate de natureza econômica, o consumidor é um detalhe.


Número

Repara só o número, leitor! 3,28 milhões de toneladas de carne bovina é o que os analistas estimam que devem deixar de ser exportadas pelo Brasil por conta das medidas de salvaguarda da China. Isso deveria pressionar para baixar o preço por aqui. Ou não?


Comparação

Em 2025, o Estado exportou US$ 98,9 milhões, o maior crescimento proporcional do Norte, mas segue distante de Pará e Amazonas em volume absoluto, revelando avanço relativo, não estrutural.


Planejamento

A agenda internacional para 2026 prevê feiras, missões e rodadas de negócios; contudo, o gargalo logístico segue como ponto fraco crônico, citado por empresários e federações.


Cooperativas

O Fundo Amazônia destina R$ 80 milhões para fortalecer cooperativas. Que elas têm desenvolvido trabalho importante, ninguém duvida. Mas que elas têm tido apoio incomum, também é verdade. As cooperativas estão bamburrando dinheiro nesse governo.



Beicinho

Muitos representantes da indústria ficam ressentidos por esse companheirismo todo com as cooperativas por parte do governo petista.


Infraestrutura

Chuvas intensas voltaram a expor a fragilidade dos ramais: uma escavadeira foi deslocada para emergências, solução paliativa frente a um problema estrutural recorrente no inverno amazônico.


Campo

Sem estradas, o escoamento trava, o custo sobe e a renda cai. A cada inverno, o produtor rural paga a conta de décadas de manutenção insuficiente da malha vicinal.


Sanidade

No Juruá, a força-tarefa contra a monilíase percorre três municípios até 13 de fevereiro, tentando impedir que um único fungo comprometa cadeias inteiras de cacau e cupuaçu. Mas até agora ninguém sabe o tamanho da ameaça tampouco do ameaçado.


Monilíase

A coluna não pode deixar de registrar o acerto do Idaf em iniciar uma força-tarefa fitossanitária para evitar a monilíase no Vale do Juruá. Esse trabalho de prevenção, se não tiver alguém que valorize, passa despercebido.


Justamente

É bom salientar que essa prevenção acontece justamente em uma região onde ocorre a maior presença de cacau nativo, um dos mais valorizados no mercado.


Risco

Saibam que a monilíase não afeta folhas nem troncos, apenas frutos — detalhe técnico que não reduz o impacto econômico, já que pode zerar a produção em áreas contaminadas.



Cacau

Foi notícia repercutida em vários sites locais o que o ac24agro já havia noticiado há duas semanas: o arranjo institucional para a organização da cadeia produtiva do cacau. Missão acreana, inclusive, parte para Belém para conhecer o que é feito por lá. O Pará disputa com a Bahia a liderança na produção brasileira.


Bananinha

Não poderia ser diferente: de um dos piores gestores públicos que o Acre já teve, só mesmo sendo um lobista em Brasília para atrapalhar o Acre. É como se fosse um “Eduardo Bolsonaro regional”. Taí! É o “Bananinha do Acre”. O povo daqui não merece.


Institucional

A despedida de Valmir Ribeiro marca o fim de 36 anos no TCE e reacende o debate sobre renovação: experiência pesa, mas oxigenação institucional também cobra espaço.


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