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Acre deve registrar 1.170 novos casos de câncer em 2026, aponta estimativa do INCA

Foto: vitanovski/Adobe Stock
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O Acre deve registrar 1.170 novos casos de câncer em 2026, segundo a publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) nesta quarta-feira (4), Dia Mundial do Câncer.

Do total previsto para o estado, 970 casos são de neoplasias, exceto pele não melanoma, e 200 casos correspondem ao câncer de pele não melanoma, tipo de alta incidência, porém com baixa letalidade. A taxa bruta geral estimada é de 131,79 casos por 100 mil habitantes.

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No cenário nacional, o Brasil deve registrar 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028. Excluindo os tumores de pele não melanoma, a projeção anual é de 518 mil casos.

Os tipos de câncer mais incidentes no Acre

A estimativa do INCA detalha a incidência por tipo de câncer no Acre, apresentando o número de casos previstos e as taxas por 100 mil habitantes.

O câncer de mama entre as mulheres lidera em número de ocorrências, com 100 casos estimados, taxa bruta de 22,40 e taxa ajustada de 23,98. Em seguida, aparece o câncer de próstata entre os homens, com 90 casos, taxa bruta de 21,12 e taxa ajustada de 24,92.

O câncer do colo do útero também registra 90 casos entre mulheres, com taxa bruta de 21,25 e taxa ajustada de 19,62, mantendo-se entre os mais incidentes no estado.

Os tumores de traqueia, brônquio e pulmão somam 90 casos, sendo 40 em homens e 50 em mulheres, com taxa bruta total de 9,54 e taxa ajustada de 10,81.

O câncer de cólon e reto apresenta 60 casos (30 em homens e 30 em mulheres), taxa bruta de 6,77 e taxa ajustada de 7,82. Já o câncer de cavidade oral contabiliza 70 casos (40 em homens e 30 em mulheres), com taxa bruta de 3,75 e taxa ajustada de 3,86.

O câncer de estômago registra 40 casos, com taxa bruta de 5,60 e ajustada de 6,29. O de fígado também soma 40 casos, com taxa bruta de 4,89 e ajustada de 5,56. O câncer de tireoide apresenta 40 casos, taxa bruta de 4,81 e ajustada de 5,47.

As leucemias chegam a 40 casos, com taxa bruta de 4,57 e ajustada de 4,89. O câncer de esôfago soma 30 casos, com taxa bruta de 2,27 e ajustada de 2,68.

Outros tipos também aparecem nas estimativas, como pâncreas (20 casos; taxa bruta de 1,85), sistema nervoso central (20 casos; 3,08), bexiga (20 casos; 2,04), laringe (20 casos; 1,94), linfoma não Hodgkin (20 casos; 1,85), linfoma de Hodgkin (20 casos; 1,16) e melanoma de pele (20 casos; 0,78).

As chamadas outras localizações concentram 120 casos, com taxa bruta de 13,09 e taxa ajustada de 16,36.

Perfil acompanha desigualdade regional

Os dados confirmam um padrão observado na Região Norte. O câncer do colo do útero segue entre os mais incidentes entre as mulheres, cenário associado à baixa cobertura de exames preventivos e às dificuldades de acesso aos serviços de saúde.

Entre os homens, o câncer de estômago mantém incidência relevante, também relacionado a fatores socioeconômicos, hábitos alimentares e diagnóstico tardio.

Tipos mais incidentes no Brasil

No país, os cânceres mais frequentes seguem tendência semelhante à observada no Acre.

Entre os homens, os mais incidentes são próstata (30,5%), cólon e reto (10,3%), pulmão (7,3%), estômago (5,4%) e cavidade oral (4,8%).

Entre as mulheres, predominam os cânceres de mama (30,0%), cólon e reto (10,5%), colo do útero (7,4%), pulmão (6,4%) e tireoide (5,1%).

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