Foto: Iago Nascimento/ac24horas
O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) afirmou que a federação da esquerda trabalha de forma intensa na montagem das chapas proporcionais para as eleições de 2026 e demonstrou otimismo tanto para a disputa à Assembleia Legislativa quanto para a Câmara Federal. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Boa Conversa – Edição Aleac nesta quarta-feira, 04, ao comentar os desafios do campo progressista no atual cenário político.
Segundo Edvaldo, a formação de chapas é sempre um processo complexo, mas que avança de forma consistente dentro da federação. “A montagem de chapa sempre é uma tarefa hercúlea, difícil e desafiadora, mas sempre se consegue montar. Há um esforço grande do nosso campo, da nossa federação no sentido da montagem da chapa. Hoje nós já temos um bom núcleo de chapa para deputado estadual em curso, com confirmações, e estamos caminhando bem na montagem também da chapa de federal”, completou.
De acordo com o parlamentar, a chapa federal já conta com nomes competitivos e tende a se consolidar nas próximas semanas. “Já temos um primeiro bom núcleo com três, quatro nomes que podem ser referências de voto e que agora, com mais quatro ou cinco nomes, que são nove os nomes da chapa federal, você consegue montar a chapa. Então essa construção está em curso e nós estamos otimistas com isso”, disse.
Ao tratar da chapa majoritária, Edvaldo Magalhães reforçou que o nome do médico Thor Dantas (PSB) já é aceito dentro da federação como opção para o governo do Estado pelo campo progressista. Ao mesmo tempo, descartou qualquer possibilidade de exclusão do ex-governador Jorge Viana do cenário eleitoral de 2026, especialmente para a disputa ao Senado. “De forma nenhuma. A candidatura, a chapa majoritária da nossa federação já tem o aceite e o sim para este casamento do doutor Tor Dantas”, afirmou.
Sobre Jorge Viana, Edvaldo foi enfático ao defender sua candidatura. “Eu acredito piamente de que todos nós faremos um grande chamamento para a candidatura de Jorge Viana para o Senado, porque é uma candidatura competitiva, é uma candidatura que transita em vários setores e é uma candidatura que tem chances eleitorais, principalmente diante da pulverização dessa disputa”, declarou.
O deputado também relacionou a importância estratégica do Senado ao atual contexto nacional. “O Senado hoje é o palco principal da disputa proporcional [majoritária] no Brasil, em função de uma orientação da extrema direita de querer ter ampla maioria no Senado para fazer as maldades que eles estão prometendo. Então, nesse sentido, a resistência tem que se apresentar, e se apresentar agora”, alertou.
Questionado sobre a percepção de que a esquerda estaria tímida no debate público, Edvaldo reconheceu a necessidade de intensificar a atuação política nos próximos meses, mas ponderou sobre o tempo adequado para cada movimento. “Às vezes, é preciso você agir muito nos bastidores para depois botar a cabeça de fora, porque, às vezes, uma cabeça colocada de fora, fora do tempo, pode também ser alvo”, explicou.
Por fim, o parlamentar sinalizou que o calendário político deve acelerar a partir das próximas semanas. “Eu penso que o Carnaval traz essa necessidade, nós precisamos agora ter um movimento mais intenso para chegar em abril com as questões resolvidas”, concluiu.