Menu

Projeto busca proteger cães e gatos comunitários em Rio Branco

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

O vereador João Paulo (Podemos) apresentou na Câmara Municipal de Rio Branco, nesta quarta-feira, 4, um projeto de lei que institui a Política Municipal de Proteção e Reconhecimento do Cão e Gato Comunitário. A proposta busca regulamentar a situação de animais que vivem em espaços públicos, mas que recebem cuidados coletivos de moradores, comerciantes e frequentadores de determinadas áreas da cidade.

O texto estabelece regras para garantir o bem-estar, a saúde e a proteção desses animais, além de criar mecanismos legais que reconheçam oficialmente a figura do “animal comunitário”, diferenciando-o tanto do animal com tutor único quanto daquele em situação de abandono.

Anúncio

Pelo projeto, é considerado animal comunitário o cão ou gato que, mesmo sem um tutor definido, mantém vínculo de convivência e dependência com uma comunidade, que passa a se responsabilizar de forma organizada por sua alimentação, cuidados básicos e acompanhamento de saúde. A proposta também define a figura do “cuidador principal”, que será a pessoa reconhecida pela comunidade como responsável por articular os cuidados e manter contato com o poder público.

Entre as diretrizes da política estão o respeito ao bem-estar animal, o controle populacional humanitário, a corresponsabilidade entre poder público e sociedade civil, a promoção da guarda responsável coletiva e a educação em direitos animais.

O projeto prevê que o Poder Executivo implemente programas permanentes de esterilização, vacinação, vermifugação e identificação dos animais comunitários, além da criação de um cadastro municipal desses animais e de seus cuidadores. Também estabelece que animais comunitários cadastrados e identificados não poderão ser apreendidos, salvo em casos de risco à saúde pública, maus-tratos ou por determinação judicial.

A proposta ainda detalha os deveres da comunidade e do cuidador principal, como garantir alimentação adequada, abrigo, cuidados veterinários, identificação do animal e práticas que evitem conflitos com moradores e transeuntes. O texto deixa claro que o cuidador principal não será considerado proprietário exclusivo do animal, salvo em casos comprovados de negligência.

O projeto também prevê sanções administrativas, como multas e advertências, para casos de maus-tratos, retirada indevida da identificação dos animais, impedimento do cuidado comunitário ou apreensão irregular por parte de agentes públicos.

Na justificativa, o vereador destaca que a iniciativa é fruto de debates promovidos pela Frente Parlamentar da Causa Animal, criada por ele em 2025, e cita como referência o caso do cão “Orelha”, ocorrido em Florianópolis, que ganhou repercussão nacional após o animal comunitário ser morto de forma violenta. Segundo o parlamentar, a ausência de reconhecimento legal dessa condição dificulta a atuação preventiva do poder público e deixa animais e comunidades desprotegidos.

O texto também menciona legislações recentes, como a lei de Santa Catarina que trata do tema, e projetos em tramitação no Senado Federal, reforçando que a proposta segue práticas modernas de bem-estar animal e gestão urbana.

Caso aprovado, o Executivo terá prazo de 90 dias para regulamentar a lei, definindo os procedimentos de cadastro, identificação e parcerias para a execução da política.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.