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Há 40 anos, idosa vive perdas e recomeços com enchentes no Acre

Maria Mendes de Souza, 82 anos, moradora da 6 de Agosto - Foto: David Medeiros/ac24horas
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Com o nível do Rio Acre em processo de vazante, moradores da Travessa Santa Terezinha, no bairro Seis de Agosto, em Rio Branco, começaram nesta quarta-feira, 04, um mutirão de limpeza nas casas e quintais atingidos pela enchente. Às 9h da manhã, o rio marcava 14,30 metros, ainda acima da cota de transbordamento, mesmo após o registro de 7,40 milímetros de chuva nas últimas 24 horas.

À medida que as águas recuam, surgem os impactos deixados pela cheia. No Seis de Agosto, moradores retiram lama, limpam quintais e tentam salvar móveis que ficaram expostos. O forte odor nas ruas é um dos principais problemas enfrentados pela comunidade, que convive historicamente com as alagações. Somente na Travessa Santa Terezinha, a água chegou ao nível das casas pelo menos três vezes neste período.

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Foto: David Medeiros/ac24horas

Durante transmissão ao vivo do ac24horas Play, o repórter David Medeiros, ouviu a moradora Maria Mendes de Souza, de 82 anos, que vive há cerca de 40 anos no local e relata a rotina marcada pelas cheias do Rio Acre.

“Há uns 40 anos que eu moro aqui. Muita alagação, muita água, muita água mesmo, mas é de Deus, né? A água do Senhor ninguém não pode mandar nada, ele que pode. Ele enche, ele lava, aí a gente fica aqui”, ressaltou.

Dona Maria explicou que já precisou deixar a casa em diversas ocasiões. “Já mesmo, já deu umas quatro vezes eu já saí de casa. Aqui é assim, tem dia que tem um monte de gente, tem dia que não tem, tem dia que eu estou só, tem dia que é muita gente. Meus filhos, meus netos, eles sempre ficam aqui comigo”, explicou.

Foto: David Medeiros/ac24horas

Um dos principais desafios, segundo a moradora, é a limpeza após a vazante, especialmente por conta da falta de abastecimento regular de água. “Só água do poço. Aí quando a água vem, nós vedamos a água, aí quando sai a gente tira o coisa e abarca a bomba, aí limpa tudo de novo. Depois que seca aí tem que limpar, aí eu não tenho mais condições, mas os meninos vêm e limpam”, destacou.

Mesmo diante das dificuldades, Dona Maria mantém uma postura de resignação e fé. “Rapaz, não sei nem dizer, pra mim tudo é bem. Tudo é bênção. Eu não tenho vontade de sair daqui, não. Eu acho bom morar aqui, porque eu conheço todo mundo. Por outro canto ia ser tudo estranho”, finalizou.

 

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