Com a reabertura dos trabalhos na terça (3), a Aleac inicia 2026 sob expectativa de pauta carregada e ano politicamente sensível. A leitura da mensagem governamental marca o tom do Executivo e testa, desde cedo, o grau de alinhamento com os 24 deputados.
A isenção do IR até R$ 5 mil alcança mais de 44 mil contribuintes no Acre, quase dobrando o número de isentos. A medida alivia a renda, mas pressiona o debate sobre compensação fiscal e tributação das altas rendas.
Com 387.557 veículos, o Acre é o 5º maior da Região Norte em frota total. O dado reforça crescimento econômico, mas escancara problemas estruturais de trânsito, vias urbanas e transporte coletivo.
Os dados são do Banco Central. São consolidados. Repare o leitor no salto da inadimplência relacionada ao crédito rural. Em 2023, foi de 1,1%; em 2024, foi de 2,3%; em 2025, saltou para 6,5%. Em operações com taxas livres, em 2024, a inadimplência era de 3,7%. Saltou para 12%. Esse quadro é grave. No Acre, o drama é acompanhado no mesmo ritmo, mas para um seleto grupo. A maior parte dos agricultores daqui não sabe nem para que rumo essa conversa vai.
Estudantes acreanos de medicina que cursam graduação em universidades bolivianas voltaram a manifestar insatisfação. Desta vez, a queixa é contra o aumento considerado abusivo nos valores de aluguel nas cidades fronteiriças. Segundo eles, os recursos financeiros são limitados e a alta nos preços tem dificultado a permanência nos estudos.
Pesquisa da Fecomércio mostra 57,1% dos empresários de Rio Branco otimistas com o primeiro semestre de 2026. Ainda assim, 32,2% temem falta de dinheiro na praça, indicando crescimento frágil e dependente de estímulos.
As 210 vagas em oficinas profissionalizantes do Ieptec revelam aposta em qualificação rápida. O alcance, porém, é limitado diante da demanda real por emprego e renda em Rio Branco e Porto Acre.
O Mapa de Potencialidades do Acre já percorre 11 municípios, tentando traduzir vocações locais em dados concretos. A iniciativa avança, mas só terá impacto se virar política pública e investimento real.
O lançamento do Carnaval de Rio Branco 2026 reforça a festa como ativo cultural e econômico. A presença do setor produtivo indica tentativa de transformar folia em geração de renda, não apenas entretenimento.
Mesmo com leve recuo para 15,43 metros (na segunda, 2) em Rio Branco, o Rio Acre segue acima da cota de alerta. A repetição do cenário reforça a urgência de políticas permanentes, e não apenas respostas emergenciais.
Só no Vale do Rio Acre, no entorno da Capital, a prefeitura estima que a cheia tenha atingido 4 mil agricultores ribeirinhos das 26 comunidades assistidas pelas políticas municipais.
Fala-se muito sobre os “secretários que sairão do governo para se candidatar”. Mas quantos serão mesmo? Além de Tchê e (um “talvez” bem grande) Moisés Diniz, quem mais? Pedro e Aberson não serão: querem mostrar força com os apadrinhados. Têm estrutura para isto.
André Kamai tem razão. A gestão usa grandes obras para esconder os reais problemas da capital acreana. Especialmente Tião Bocalom deixa bairros inteiros abandonados, mas alardeia que um duvidoso viaduto é a virada de chave na infraestrutura da cidade.
A convocação de professores P2 para Educação Especial e Braille sinaliza foco em inclusão, mas expõe um gargalo histórico: a carência de profissionais especializados em municípios do interior, sobretudo na zona rural.
A corrida por matrícula após o Sisu expõe fragilidades burocráticas. A orientação da OCA é preventiva, mas evidencia que muitos estudantes ainda chegam ao ensino superior sem documentação plenamente regularizada.