Cotidiano

Socorristas do Samu enfrentam lama e chuva para salvar adolescente no Acre

Por
Antônio Malvadeza

Acostumados a enfrentar situações de risco com o objetivo principal de salvar vidas, os integrantes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) viveram mais um desafio neste final de semana. Para atender um adolescente que corria risco de morte na zona rural de Porto Acre, os socorristas precisaram enfrentar um percurso de difícil acesso, a pé e sob forte chuva.


Com a ajuda de um quadriciclo e de moradores da região, a equipe conseguiu concluir a missão com sucesso. “Estamos sempre atentos, 24 horas nessa luta, nessa batalha, amenizando a dor das pessoas e, o mais importante, salvando vidas”, afirmou Leandro Sampaio, um dos socorristas.


A ocorrência começou na tarde de sábado, quando a equipe do Samu foi acionada para atender um paciente no Ramal dos Paulistas, na Vila do V., município de Porto Acre, a 71 km da capital. Ao chegar ao local, os socorristas descobriram que a Rua da Vaquejada, onde o adolescente residia, estava em péssimo estado de conservação, impedindo o acesso da viatura. Parte do percurso precisou ser feita a pé.



O paciente, um adolescente de 14 anos em estado grave, necessitava de cuidados especiais durante o transporte. Para garantir sua segurança, a locomoção foi realizada em um quadriciclo com uma maca adaptada, contando ainda com a colaboração de moradores da região.


O adolescente foi entregue com segurança na emergência do Pronto-Socorro do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), e a missão foi cumprida. Após o resgate, a equipe retornou à sede do Samu, pronta para novos atendimentos.


“Esse tipo de ocorrência é comum em nosso trabalho diário. Por vezes, temos que percorrer quilômetros a pé por ramais ruins e até pelo meio da mata para resgatar pacientes. Eu e meus colegas fazemos isso com muito amor. Aqui, o paciente é sempre prioridade e a vida vem em primeiro lugar”, concluiu Leandro Sampaio antes de sair para mais um atendimento.


Compartilhe
Por
Antônio Malvadeza