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Força-tarefa contra praga do cacau e cupuaçu quer proteger agronegócio

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O Governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), deu início nesta terça-feira, 3, a uma importante força-tarefa de inspeção fitossanitária no Vale do Juruá. A operação foca nas áreas produtoras de cacau e cupuaçu, abrangendo os municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. Com duração prevista até o dia 13 de fevereiro, a iniciativa busca fortalecer a vigilância no campo e garantir a proteção da produção agrícola regional contra ameaças biológicas.

De acordo com o governo, a ação integra um plano estratégico do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para o combate à monilíase, uma doença devastadora causada pelo fungo Moniliophthora roreri. Considerada uma das maiores ameaças econômicas para as culturas de cacau e cupuaçu, a praga possui alta capacidade de disseminação. O contágio ocorre não apenas pela ação do vento, que transporta esporos por quilômetros, mas principalmente pela movimentação humana de ferramentas, roupas e sementes contaminadas, além de práticas inadequadas de manejo.

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Segundo a engenheira agrônoma Maísa Bravin, coordenadora do Idaf no Juruá, o caráter preventivo da operação é o que garante a sobrevivência da cadeia produtiva local. Ela ressalta que o Vale do Juruá é uma região estratégica e que o trabalho contínuo de vistoria permite identificar focos precoces da doença, impedindo sua propagação para outras áreas do estado. Para a especialista, o sucesso da missão depende diretamente da parceria entre os técnicos e os moradores da região.

No dia a dia da operação, equipes técnicas realizam visitas minuciosas a propriedades rurais e quintais produtivos. O objetivo é identificar sinais claros da doença, como o apodrecimento e a deformação dos frutos. Quando há suspeita de contaminação, os técnicos executam podas sanitárias imediatas, eliminando galhos e frutos doentes de forma segura para reduzir as fontes de infecção do fungo no ambiente.

Para quem vive da terra, a presença do Estado é sinônimo de segurança. O produtor rural Francisco Jemerson, morador do Ramal Santa Helena, em Rodrigues Alves, destaca que o acompanhamento técnico ajuda a evitar prejuízos financeiros. Ele afirma que as orientações do Idaf são fundamentais para que o produtor aprenda a identificar os sintomas da praga por conta própria e saiba como agir para proteger sua plantação e a de seus vizinhos.

Além das inspeções físicas, a conscientização social é um pilar central da força-tarefa. As equipes do Idaf reforçam junto à população a proibição do transporte de frutos e materiais vegetais sem autorização legal. O Governo do Acre enfatiza que a comunicação imediata de qualquer suspeita é o caminho mais eficaz para manter a sanidade vegetal, garantindo a sustentabilidade da produção e a estabilidade econômica dos produtores do Vale do Juruá.

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