O deputado estadual Fagner Calegário (Podemos), representante dos trabalhadores terceirizados na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), falou nesta terça-feira, 03, sobre os desafios da categoria e as perspectivas para 2026 durante entrevista ao programa Boa Conversa – Edição Aleac.
Sobre o Programa de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), que deve ficar para o próximo governo, Calegário comentou: “A esperança é a última que morre. Mas eu, em virtude do que consta hoje lá, salvo engano no artigo 18, parágrafo 3º, os gestores terão que tratar com prioridade a questão do reequilíbrio econômico-financeiro das empresas prestadoras de serviços continuados. Então, me coloca na condição de a cada trimestre perguntar: ‘E aí, o que foi feito? Qual é o procedimento para que a gente possa estar efetivamente junto com a administração, vendo a situação das empresas?’ Porque é sempre muito importante a gente dizer que, quando a gente tem uma empresa que está com pagamento em dia, que está com seu contrato atualizado, a gente não tem trabalhador procurando a gente nas redes sociais, nos nossos gabinetes, falando que estão com salários atrasados ou algum benefício atrasado”, afirmou.
Durante a entrevista ao jornalista Marcos Venicios, o parlamentar ressaltou os avanços conquistados recentemente para a categoria: “Eu acredito que esse ano é um ano de mais vitórias, de conquistas, tendo em vista também que conseguimos aprovar na nossa última convenção coletiva, junto com o Sindicato das Empresas e o Sindicato dos Trabalhadores, mais um aumento na questão do auxílio-alimentação. A gente não conseguiu esse ano incluir a rubrica do auxílio saúde, que é a nossa tão sonhada bandeira, a nossa luta, mas tivemos um ganho real de quase 50 reais a mais para esse trabalhador, que muitas vezes recebe pouco mais de um salário mínimo. Isso ajuda na despesa do dia a dia da casa dele”, pontuou.
Calegari também falou sobre o cenário político e a composição das chapas para as eleições: “A famosa pergunta de um milhão de dólares, né? A gente tem conversado. Acredito que o meu partido, assim como outros do PSDB que estão aqui na órbita do governo, só será montado [a chapa] caso o governo interceda. Hoje a gente consegue identificar três chapas bem encaminhadas: a do União Progressista, a do governo, a dos republicanos e muito provavelmente a do PL que tem candidatura ao Governo. A minha aposta é que somente cinco partidos terão chapa competitiva”, pontuou.
Sobre a escolha de qual candidatura ao governo apoiar, ele afirmou: “Eu costumo sempre dizer: eu vou abraçar aquele que me abraçar, aquele que abraçar a nossa causa, a causa dos terceirizados. Nós precisamos trazer propostas concretas para a categoria. Então estamos abertos ao diálogo. Tenho conversado com exceção do prefeito Bocalom que não chamou para a conversa, mas conversei com a candidata ao governo, que é a nossa vice-governadora Maíza, já conversei com nosso senador Alan Rick, e seguimos vendo aquilo que é melhor para a nossa categoria. Porque não adianta, Marcos, a gente tá aqui há dois mandatos. Se não tivermos o compromisso do Executivo com a categoria, vamos ficar aqui dando murro em ponta de faca. A nossa luta esse ano é para que possamos compor com o governo que tenha como prioridade o trabalhador terceirizado”, finalizou.


















