Blog do Crica

Com Bittar contra, sem garantia do PL, o tempo joga contra candidatura Bocalom

Por
Luis Carlos Moreira Jorge

O problema para o candidato ao governo, prefeito Tião Bocalom (PL), não é sua performance nas pesquisas, aparece sempre bem situado em segundo lugar; mas saber se o PL, seu partido dará acolhida à sua candidatura. Já não é mais segredo para ninguém que o senador Márcio Bittar, que é quem dá as cartas no PL no estado, é contra o partido ter nome disputando o governo; sua tese é de que o único foco é eleger um senador. Tem dito isso abertamente. Não compareceu, não mandou uma live e nem representante, ao ato de anúncio oficial de Bocalom de que será candidato a governador. Se fechou em copas e se recusa a dar entrevista sobre o assunto. O tempo é contra o prefeito, ele tem que ter a garantia até antes de 3 de abril de que o PL lhe dará legenda para a disputa. Se não tiver até lá uma posição a favor, terá que procurar uma outra sigla para acolher a sua candidatura. 3 de abril é a data limite para a troca de partido. O Bocalom é um político escolado, sabe não ser favorável a sua posição no PL, e precisa tratar de arrumar outro partido para ser o Plano B da sua candidatura. Ou corre o risco de levar uma rasteira se esperar eternamente pelo PL. Precisa ir à direção nacional para saber logo se terá o passaporte da sua candidatura, e isso, é urgente. Ou então pode ser atropelado e ficar sem sigla e vendo a banda da campanha passar.


NOTÍCIA QUE CORRE


Não consegui a informação com o senador Alan Rick (Republicanos) e nem com o senador Márcio Bittar (PL), mas tenho informação segura de uma fonte que circula entre ambos, de que estão conversando sobre uma aliança para a disputa do governo. Se o pacote for fechado favorece o candidato Alan Rick (Republicanos), que ganhará numa aliança o PL, que tem tempo de televisão e o maior Fundo Eleitoral do país. Além do grupo de Bittar, que viria com chapa para deputado estadual e deputado federal. Não duvido de nada na política, até que o boi passe voando.


NÃO ESTÁ NA MIRA


Perguntei ontem a uma boa fonte do Republicanos se procedia o boato de que a ex-prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, poderia ser a vice na chapa ao governo do Alan Rick, e ouvi o seguinte: “No Vale do Acre o Alan navega bem, precisa de um nome com suporte no Juruá. A Fernanda é líder de um município pequeno, e não somaria muito na chapa. Mas, se vier para ser candidata a deputada federal, será recebida de braços abertos pelo Alan”. E nada mais disse e nem lhe foi perguntado.


FUNDO MINGUADO


O que afastou os nomes que estavam sendo ventilados para serem candidatos a deputado federal pelo PSDB, segundo um deles, é o minguado Fundo Eleitoral do partido.


SEM SENTIDO


Não procede o boato de que o prefeito Zequinha Lima (PP) não apoiaria a candidata ao governo, Mailza Assis, por conta da sua aliança com o MDB, partido adversário na campanha municipal passada. O Zequinha pode ter seus defeitos, mas não o de trair quem o apoiou na campanha. Já deu exemplos ao declarar apoio público ao deputado Nicolau Júnior (PP), só para citar um aspecto do seu caráter.


IMPACTO FINANCEIRO


O que motivou o prefeito Tião Bocalom a entrar na justiça contra o aumento do valor das emendas parlamentares para R$1,5 milhão por cada vereador, foi além do impacto orçamentário de R$ 31,971 milhões nos cofres municipais, o da mesa diretora da Câmara Municipal de Rio Branco, não abrir diálogo com ele antes de decidir pelo aumento do valor. O certo é que a justiça é que vai dizer sobre se é legal ou não a decisão dos vereadores sobre o caso.


MAIORIA ESMAGADORA


A se confirmar a estratégia do grupo do governador Gladson Cameli de formar duas chapas para a disputa de vagas na Câmara Federal, com os nomes citados; ficará difícil para os adversários. As duas chapas governistas podem emplacar até seis ou sete deputados federais. É um rolo compressor com nomes de peso.


DISCURSO FINAL


Está previsto que o governador Gladson Cameli vá hoje à Assembléia Legislativa ler a mensagem governamental, não só para prestar contas da sua gestão, mas também por ser o último ato seu na ALEAC, antes de deixar o poder dia 3 de abril, para ser candidato ao Senado.


BASE LEAL


De uma coisa o governador Gladson Cameli não poderá reclamar na sua relação com a Assembléia Legislativa, todos os projetos enviados foram aprovados pela base governista.


CARA PARA BATER


Muitos criticam a sua maneira política dura de agir, mas num ponto não se pode discordar dele: o secretário da SEGOV, Luiz Calixto, nos momentos mais difíceis do governo Gladson Cameli, foi quem colocou a cara para fora para rebater ataques e defender a gestão. O Calixto tem uma virtude: o que tem de falar não fala pelas costas.


JOGANDO CONVERSA FORA


Ontem numa roda em que estavam três políticos com mandato e eu só ouvindo, o papo era sobre “comunismo”, quando em certo momento um bolsonarista criticou a esquerda por na sua visão só ter “comunista”, e foi citado o nome do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), com alguém em quem jamais votaria. Um outro dos presentes riu e disse: “Edvaldo Magalhães, comunista? O Edvaldo é o comunista mais capitalista que conheço”. Registro por achar interessante. Coisas da política.


CONTAGEM REGRESSIVA


Depois do carnaval este mês, que encerra dia 17, é que vai começar a contagem regressiva para o dia 3 de abril, data limite para a troca de partidos. No dia 4 já estaremos sabendo como ficarão as composições partidárias. E, então, começa o aquecimento da campanha.


NÃO PODE FICAR FORA


Vai ficar muito difícil para a base de apoio do prefeito Tião Bocalom lhe enfrentar nesta questão da ação judicial contra o reajuste das emendas parlamentares, por um aspecto: todos têm afilhados empregados na prefeitura. E não vão querer jogar isso fora, porque não há como lotar esse pessoal em seus gabinetes.


FORA DE COGITAÇÃO


A fonte é boa: a presidente do DERACRE, Sula Ximenes, não será candidata a deputada estadual, mesmo sendo o sonho acalentado por muitos partidos, devido a brilhante gestão que cumpre à frente do órgão.


TAMPOUCO O ABERSON


E, nem o secretário de Educação, Aberson Carvalho, um dos secretários que mais produziu pautas políticas positivas para o governo, será candidato a deputado federal como andei lendo. Seu apoio à reeleição da deputada federal Socorro Neri (PP), é questão fechada. Mas, não é descartado que lance alguém do seu grupo na disputa de uma vaga na ALEAC, no que estaria certo.


PDT COM CHAPA


O deputado Luiz Tchê confirmou ontem ao BLOG que será candidato à reeleição pelo PDT, e garantiu que o partido terá uma boa chapa para deputado estadual. Deve deixar a Secretaria de Agricultura dia 3 de abril.


FRASE MARCANTE


“É difícil libertar os tolos das correntes que eles veneram”. Voltaire.


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Luis Carlos Moreira Jorge