Acre 03

Calixto rebate Adailton: “não podemos tratar contas públicas com suposições”

Por
Lucas Vitor

Em entrevista ao programa Boa Conversa – Edição Aleac, nesta terça-feira (03), o secretário de Governo, Luiz Calixto, afirmou que não há manipulação nos dados fiscais divulgados pelo Estado e destacou seu compromisso com a sinceridade e o diálogo na política. As falas acontecem nesta terça-feira, 03, no Hall da Aleac, na sessão que marca o retorno das atividades do Legislativo acreano.


A polêmica se deu em razão da matéria veiculada pelo ac24horas que revela que o reajuste do PCCRs dos servidores públicos deve ficar para o próximo governo devido ao impedimento da LRF e da legislação eleitoral. Atualmente, o Estado se encontra acima do limite prudencial de gastos da LRF.


“Na verdade, isso é um rótulo que as pessoas tentam me impor. O Calixto é uma pessoa do diálogo, é uma pessoa do consentimento, é uma pessoa do entendimento. Ocorre que eu não sou daqueles que ficam gerando falsas expectativas, eu não sou daqueles que ficam criando situações de ilusão. Eu tento tratar as minhas relações políticas com integridade, com transparência e, sobretudo, com sinceridade. E faço desta maneira, porque isso me permite andar nas ruas sem cruzar de lado e nem baixar a cabeça para os meus interlocutores”, disse Calixto.


O secretário ressaltou que prefere tratar as pessoas com honestidade, sem vender ilusões, lembrando que isso evita constrangimentos futuros em contatos pessoais. “Se eu mentir, se eu enganar, eu vou ter que cruzar o lado da rua, vou ter que baixar a minha cabeça, vou ter que ouvir o dedo na minha cara me chamando de mentiroso. Então, isso é um rótulo daquelas pessoas que agem com falsidade. Eu procuro tratar as coisas com sinceridade. Não engano as pessoas”, afirmou.


Ao comentar sobre a divulgação do relatório fiscal e o adiamento de ajustes no PCCRs para 2027 devido à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e à legislação eleitoral, Calixto explicou a base técnica do cálculo. “Primeiro que o cálculo da Lei de Responsabilidade Fiscal não é um cálculo definido pelo Calixto, pelo José ou pelo Antônio. Ele é um cálculo matemático, que é feito a relação entre a receita corrente líquida do Estado e a quantidade e o valor da folha de pagamento. Então, isso é matemática, não é invenção”, disse.


Ele refutou qualquer possibilidade de manipulação dos dados, classificando como grave a insinuação de que o governo teria alterado o relatório fiscal. “Imagina se o Estado fosse manipular dados, isso implica em crime de responsabilidade do governador, isso implica em crime de responsabilidade de quem fez essa suposta manipulação. Mas fiquem tranquilos, que os dados são consolidados, conferidos e reconferidos. Por isso que o Estado precisa de 30 dias para publicar os dados, porque nesse período são feitas todas as conferências e tem demonstrado a competência do Estado na gestão fiscal”, explicou.


Durante a entrevista, Calixto destacou que a Lei de Responsabilidade Fiscal determina limites precisos. “Se você pegar 2 mais 2, ele é 4 em qualquer lugar do mundo. Então é uma conta de divisão da receita corrente líquida pelo gasto da folha de pagamento. Nós não podemos manipular esses dados, esses dados são publicados nos portais, o TCE faz a auditoria. Portanto, o dado é verdadeiro. A questão não é de entender ou não entender, a questão é aceitar o cálculo. Se o deputado tiver elementos que justifiquem a insinuação, ele vai ter que apresentar porque nós não podemos tratar contas públicas com base em imaginações ou suposições. São fatos concretos, que precisam ser comprovados”, afirmou.


Por fim, o secretário reforçou seu posicionamento de transparência e defesa de convicções.“Eu não sou o dono da verdade, mas procuro sempre defender minhas convicções e meus argumentos. Talvez por isso algumas pessoas acham que o Calixto é muito duro. Mas o dado é verdadeiro, e aqueles que lançaram dúvidas sobre isso devem se redimir”, concluiu.


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Lucas Vitor