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Adailton acusa manipulação que trava reajuste do PCCR de servidores

Foto: Iago Nascimento/ac24horas
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Durante entrevista ao programa Boa Conversa – Edição Aleac, nesta terça-feira (03), o deputado estadual Adailton Cruz (PSB) comentou sobre o adiamento dos Planos de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCRs) dos servidores públicos, em especial da área da saúde, para 2027, devido a limitações fiscais e restrições da legislação eleitoral.

“Primeiro, um 2026 de muita alegria para todos. E com relação ao plano de carreiras dos servidores de saúde ou, em geral, do nosso Estado, o sentimento nosso é de tristeza e também decepção. Eu, particularmente, a minha opinião pessoal é de que o relatório fiscal não representa a realidade. Eu acredito que tem limite fiscal sim, mas houve aí, com certeza, algumas informações embutidas para tirar do governo a responsabilidade de aprovar o plano”, disse o parlamentar.

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Cruz ressaltou que, mesmo com a legislação federal (LRF) sobrepondo a estadual, os esforços não foram abandonados. “Hoje tem uma reunião com o Tribunal de Contas às 11 horas, vai ser solicitada uma revisão deste relatório fiscal. Esse resultado deve sair daqui a uns 4 meses e, se for favorável, nós vamos estar em período eleitoral. Então, o cenário, agora, para se pensar na implantação do plano de carreiras da saúde, ele está muito difícil. Nós fizemos o que a gente podia, com a reserva orçamentária, incluímos um dispositivo na lei, obrigando o governo, em caso de limite fiscal, a aprovar até o final de abril deste ano. Mas, infelizmente, a LRF é uma legislação federal que sobrepõe a nossa e, se ela está dizendo que não pode, nós não podemos fazer nada”, afirmou.

O parlamentar enfatizou a necessidade de manter a categoria informada e buscar alternativas compensatórias. “Hoje a gente vai se movimentar com os outros sindicatos para tentar majorar as verbas identitárias, ou seja, saúde e alimentação, como forma de compensar essa decepção do momento, mas deixando claro para a população e, inclusive, para os nossos sindicatos, que seguimos com o plano pronto. O plano da saúde está pronto, só falta revisar a tabela e não vamos desistir dele. A gente fez o que pôde”, destacou.

Sobre possíveis manipulações no relatório fiscal, Cruz disse: “Se nós formos fazer uma análise do quadrimestre anterior, que incluiu o reajuste geral anual de 5,08%, os ajustes constitucionais, observa-se que ficamos a 0,04% de ter limite fiscal. No último quadrimestre agora, não tivemos mais esse impacto, não tivemos nomeações de cargos comissionados, porque todos estão preenchidos, e ainda tivemos um superávit de quase 500 milhões de reais. Então, a tendência era ter limite fiscal sim. Eu acredito que houve a inclusão de verbas que não se deveria incluir nesse relatório, justamente para tirar do governo a responsabilidade de implantar o plano. É por isso que vamos pedir a avaliação do Tribunal de Contas. Infelizmente, pelo tempo, fica quase inviável. Mas o fato é que a gente fez o que pôde e vamos continuar fazendo. Agora, eu não acredito que o relatório seja verdadeiro. Existem informações fictícias, justamente para tirar do governo a responsabilidade de implantar o plano. Inclusive, no debate, muitas vezes a equipe de governo dizia: se implantarmos o plano da saúde, todos os outros vão querer. Mas a saúde, para nós, é prioridade, um compromisso de 25 anos, e eu não vou desistir. A gente tem que falar o que pensa, e não a quem doer”, salientou.

Questionado sobre seu futuro político em 2026 e possível mudança de partido, Cruz explicou que deve sair do PSB, partido a qual foi eleito vereador e deputado estadual. “O meu partido, pelo qual tenho muita gratidão, o PSB, informou que não há interesse pela nossa permanência e eu respeito. Estou em conversas com alguns partidos: PP, Brasil, Podemos e PL. Alguns já estão bem encaminhados. Hoje temos uma chapa do Progressistas, que é a mais difícil, mais pesada, mas é a que demonstrou mais interesse de nos ter. Vou avaliar até que ponto vale a pena estar lá e se temos condições de sermos eleitos. Também estou considerando o PL e o Republicanos, não vou tirar do radar. Vamos fechar isso até o final de março. Essa decisão deve ser tomada ‘aos 45 do segundo tempo’, porque precisa ser bem segura e com bastante lucidez”, finalizou.

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