Blog do Crica

Palácio trabalha para duas chapas a deputado federal

Por
Luis Carlos Moreira Jorge

Não tem nada fechado, não tem nada oficial, mas como não brigo com a notícia, vou relatar uma conversa que tive ontem com um político respeitável que participa do movimento, e segundo o qual o Palácio Rio Branco trabalha para tentar formar duas chapas fortes para a Câmara Federal. Uma ficaria na federação PP/UB e teria como integrantes Socorro Neri, Coronel Ulysses, Zezinho Barbary, Fábio Rueda, José Adriano, Mazinho Serafim e Fernanda Hassem. A outra chapa, que seria abrigada no MDB, seria formada por Pedro Longo, Minoru Kinpara, Vanda Milani, Ney Amorim, Leila Galvão e Gene Diniz. Segundo a fonte, a deputada federal Antônia Lúcia (Republicanos) poderia entrar em uma das duas chapas. São essas as especulações de bastidores. Até o dia 3 de abril saberemos se o cenário será fechado com esta fotografia.


DIFICULDADE SÉRIA


O que deve levar esses candidatos a se aglutinar em blocos para deputado federal, é a dificuldade que os seus partidos estão tendo de montar chapas competitivas para a Câmara Federal. É a chamada Lei de Murici, cada um cuida de si. Ninguém fica num partido sem chance de fazer legenda para eleger alguém.


FICA NO PP


A ex-prefeita Fernanda Hassem negou ontem ao BLOG que vai deixar o PP para se aliar ao grupo do candidato ao governo, senador Alan Rick (Republicanos). “Converso com todos que me procuram, mas se tiver que disputar uma vaga de deputada federal será pelo PP”, assegurou Fernanda.


SENADO E PRESIDÊNCIA


Uma longa matéria publicada no site Metrópoles sobre o foco eleitoral prioritário do bolsonarismo, trouxe a citação de que a prioridade número um do PL é eleger o presidente e um maior número de senadores. Bate com o que o senador Márcio Bittar (PL) vem dizendo há muito tempo.


VIROU UMA PATOLOGIA


Virou um caso patológico essa ânsia da extrema-direita em ter maioria no Senado para aprovar o impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes.


É BOM PREPARAR O PLANO B


Não sei qual será a decisão do diretório nacional do PL sobre a candidatura ao governo do prefeito Tião Bocalom (PL), mas é bom ter um Plano B no caso de lhe ser negada a legenda no PL. É bom lembrar que tem até 3 de abril para mudar de partido. Tem que se precaver para não levar uma loba (sic) nesse confuso cenário. O prazo corre contra ele.


MISSÃO NADA FÁCIL


Posso estar enganado, mas com os atuais nomes da chapa para deputado federal da federação PT-PV-PCdoB, o grupo terá dificuldade para eleger alguém para a Câmara Federal. Só vejo três nomes na chapa com potencial de votos. A legenda para eleger um federal será em torno de 50 mil votos de legenda. Nada fácil de alcançar.


NAVEGA BEM


Vendo ontem uma entrevista na televisão de uma importante figura sindical na área do magistério, pela sua fala, indicou que o secretário de Educação, Aberson Carvalho, goza do respeito da categoria. Talvez, por sempre ter jogado com a transparência com os sindicalistas.


FORA DE COGITAÇÃO


Está fora de cogitação que os candidatos Vanda Milani, Minoru Kinpara e Pedro Longo disputem vagas de deputado federal pelo PSDB. O Fundo Eleitoral do partido é pequeno e não atrativo.


CONVERSA FIADA


Quando escuto que determinado candidato vai ganhar porque o povo quer, me divirto com a ingenuidade. O povo que decide a eleição é o de baixa renda, e o que vai valer na campanha é o que o candidato pode lhe dar para resolver os seus problemas pessoais, principalmente, o financeiro. A compra de votos e a troca de favores eleitorais virou regra geral em todas as eleições. O resto é conversa fiada. O percentual dos que votam pela qualificação do candidato, é bem menor do que os que trocam votos por favores.


CONTINUA O MISTÉRIO


Como o senador Márcio Bittar (PL) não quer falar sobre o assunto, vai continuar o mistério sobre o seu destino político, se no palanque do prefeito Tião Bocalom ou no do senador Alan Rick na disputa do governo. A aliança do grupo governista com o MDB lhe deixou mais longe de uma aliança com o governo para abrigar sua candidatura à reeleição. Até quando vai manter o mutismo, não se sabe. Uma coisa parece evidente: não avaliza a candidatura ao governo do Bocalom.


DEPUTADO FEDERAL


O vereador Eber Machado (MDB) descarta disputar um mandato de deputado estadual e vai tentar nesta eleição se eleger deputado federal. Para federal o voto é sempre mais solto.


CABO ELEITORAL DE PESO


Mesmo fora do poder e disputando uma vaga de senador, ainda assim o governador Gladson Cameli terá papel fundamental na condução da campanha da Mailza ao governo. O Cameli já mostrou que sabe o caminho para vencer uma eleição.


PROBLEMA SÉRIO


O problema mais sério para o senador Alan Rick (Republicanos) na campanha será o número limitado de candidatos a deputado estadual que poderá lançar. São esses candidatos que estarão na ponta pedindo votos. A chapa do governo pode ter em torno de 300 candidatos e a do Alan no máximo 50. Isso é resultante de o Alan só ter o partido NOVO como aliado na chapa.


NÃO TINHA OUTRO CAMINHO


O MDB não tem um quadro que pudesse ser candidato ao governo com chance segura de ganhar, então, está aliança com o governo pode ser vista como a salvação da lavoura. O MDB não se preocupou em forjar novas lideranças. E está pagando o preço.


NÃO RECUA


Segundo fonte do BLOG o deputado federal Eduardo Veloso (UB) não deve recuar da sua candidatura ao Senado, por causa das investidas do STF, sob a acusação de má aplicação de suas emendas parlamentares. Vai mantê-la.


DOMINGO COM DEUS


Um bom domingo na paz de Deus.


FRASE MARCANTE


“Há amigos que são como andorinhas: acompanham-nos no verão da prosperidade e voam no inverno das aflições”. Cícero.


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Luis Carlos Moreira Jorge