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Ex-marido de Antônia Lúcia fez acordo em entidade que recebeu R$ 221 milhões do INSS

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O deputado federal Silas Câmara (Republicanos-AM), uma das principais lideranças da bancada evangélica na Câmara, voltou a ser alvo de questionamentos no cenário político nacional pela participação em um acordo entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), sob investigação por supostos descontos irregulares em aposentadorias, além de ser alvo frequente de alvo de acusações públicas da deputada federal Antônia Lúcia (Republicanos-AC), com quem vive uma separação turbulenta.

De acordo com o jornal O Globo, desde a assinatura do acordo que permitiu à CBPA receber R$ 221 milhões em repasses do INSS entre março de 2023 e abril de 2025, crescem as críticas à atuação de Câmara, que acompanhou o presidente da entidade, Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, em reuniões com dirigentes do INSS ainda em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro.

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O protocolo visava autorizar descontos de até 2,5% nos benefícios previdenciários de filiados à confederação e foi celebrado por Silas como um avanço para pescadores artesanais.

Ao longo de 2023, segundo as investigações, os descontos passaram a ocorrer e a CBPA ampliou rapidamente sua base de associados, elevando repasses mensais do INSS de cerca de R$ 30 mil para mais de R$ 9 milhões no início de 2025, já no governo Luiz Inácio Lula da Silva. A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) investigam se houve fraude nos descontos, em um caso que tem sido ouvido pela CPI do INSS. A CGU constatou que, em entrevistas com uma amostra de associados, nenhum havia autorizado os descontos.

Além do cerne previdenciário, a CPI mira contratos firmados pela CBPA com empresas de familiares de Silas Câmara, que teriam recebido cerca de R$ 1,8 milhão. Os acordos incluem repasses a empresas ligadas a membros da família do parlamentar e a uma filha do deputado que atua como advogada da confederação.

Relação conturbada com Antônia Lúcia

A crise pessoal entre Silas e Antônia Lúcia foi tornada pública nas redes sociais nos últimos meses. Ex-esposa do deputado, com quem foi casada por décadas, a parlamentar tem feito acusações diretas contra Silas, inclusive alegando uso indevido de recursos e infidelidade. Nas redes, Antônia compartilhou uma postagem afirmando que Silas teria comparecido a um aniversário de prefeita no Amazonas acompanhado de outra mulher, descrita por ela como “amante”, após uma viagem de iate ao exterior. A publicação que gerou ampla repercussão nas redes sociais e levantou ainda mais tensão entre os dois.

“Pastor Silas Câmara vai a aniversário da prefeita do município de Rio Preto da Eva acompanhando da amante, ambos recém-chegados de viagem de iate fora do Brasil”, escreveu a deputada.

Pressão política e CPI do INSS

O caso da CBPA e dos repasses do INSS, com a presença de Silas Câmara no centro das articulações, tem sido um dos pontos de maior tensão na CPI do INSS, que examina também relações entre igrejas, entidades representativas e benefícios previdenciários. A investigação destaca divisões internas entre lideranças evangélicas no Congresso e tem potencial para repercutir no ambiente político ainda em ano de eleições.

Procurada pelo O Globo, a defesa de Silas afirmou à CPI que “não há qualquer base fática ou indício mínimo” de irregularidades nas relações contratuais envolvendo empresas ligadas ao deputado e que a existência de vínculos familiares “não implica, por si só, irregularidade”.

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