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Programas estaduais movimentaram mais de R$ 50 milhões no Acre

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
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A Federação das Indústrias do Acre (FIEAC) apresentou, nesta sexta-feira (30), durante o tradicional Café com a Imprensa, um balanço e as perspectivas dos programas COMPRAC e PEC-GER, iniciativas voltadas ao fortalecimento da indústria local e da construção civil por meio das compras governamentais. O encontro reuniu representantes do setor produtivo, autoridades estaduais e profissionais da comunicação.

De acordo com dados apresentados pela entidade, o COMPRAC — Programa de Compras Governamentais de Incentivo à Indústria — movimentou mais de R$ 47 milhões em 2025 e tem estimativa de investimentos de R$ 45 milhões em 2026. Já o PEC-GER — Programa de Estímulo à Construção Civil — registrou a movimentação de R$ 3,5 milhões em 2025 e projeta investimentos de até R$ 10 milhões para 2026.

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Durante o evento, o secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (SEICT), Assurbanípal Mesquita, destacou que os dois programas foram idealizados para atender de forma estratégica setores distintos da economia local. Segundo ele, o COMPRAC tem foco na indústria de transformação, enquanto o PEC-GER atende prioritariamente a construção civil, com atenção especial às micro e pequenas empresas.

“São programas que facilitam o acesso das empresas locais aos contratos governamentais, seja no fornecimento de produtos industrializados ou na execução de reformas e obras”, explicou Mesquita. Ele ressaltou que o PEC-GER conta com um fundo anual de R$ 10 milhões, idealizado pelo governador Gladson Cameli, mas que a execução depende do andamento dos processos licitatórios e da elaboração dos projetos. Para 2026, a expectativa é mais otimista, já que parte dos processos vem sendo conduzida desde o ano passado pela Secretaria de Obras.

No caso do COMPRAC, o secretário informou que houve ampliação dos editais, com inclusão de novos segmentos industriais. Entre eles, estão a indústria de pré-moldados de concreto, produtos saneantes e a cadeia do café, dentro de um pacto firmado pelo governador Gladson Cameli e pela vice-governadora Mailza Assis para ampliar a compra do produto pelo Estado. “O programa tem incluído pequenas indústrias no mercado, fortalecido essas empresas e estimulado investimentos no parque produtivo, alcançando municípios além da capital”, pontuou.

O presidente da FIEAC e deputado federal José Adriano reforçou que o potencial dos programas ainda está longe de ser totalmente explorado. Segundo ele, no COMPRAC, apesar da previsão de R$ 45 milhões em contratos, apenas quatro ou cinco dos 13 setores industriais mapeados participam efetivamente das contratações. “Temos uma capacidade de contratação até dez vezes maior do que a do ano passado”, afirmou.

Sobre o PEC-GER, José Adriano explicou que o programa foi estruturado para permitir contratações de até R$ 500 mil, com preços justos, beneficiando pequenas empresas da construção civil. Apesar de contar com orçamento anual de R$ 10 milhões, em 2025 foram executados apenas R$ 3,5 milhões, em razão das dificuldades enfrentadas por algumas empresas para atender às exigências de cadastro, gestão e regularização. “Há muitas empresas interessadas, mas que ainda não reúnem todas as condições necessárias para contratar”, concluiu.

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