Debate em altíssimo nível o que foi apresentado pelo site ac24agro.com sobre a postura do Estado no que se refere à “pauta do boi”. Advogados experientes e com atuação na área tributária se posicionando sobre a questão. Olhares diferentes para que o leitor forme opinião.
O leitor pode se perguntar o porquê desse debate que tem sido tão intenso do ano passado para cá. Dois fatores: o primeiro foi a grande saída de gado em 2025. Quase 400 mil cabeças não é brincadeira. E segundo são os números. A demanda por carne aumentou no mundo todo. O jogo é mais bruto onde há maior conflito de interesses.
Podem espernear o quanto quiserem, mas a manchete do ac24horas não estava errada.
O diretor-presidente do Saerb deve ter aberto um vinhozinho para comemorar a melhora em um ponto no ranking de saneamento.
A chamada pública feita pela SEE foi para produtores da agricultura familiar. Isso atende a uma parte da demanda. Mas não contempla outra banda importante.
Quem está rindo à toa é a equipe do Raízes da Floresta, o café produzido na Resex Chico Mendes. Foi o único a apresentar produto. Café especial sendo oferecido à merenda escolar.
A produtora sabe que não vai conseguir oferecer café especial no volume que a SEE exige. No próximo lote, já haverá ampliação de uma nova linha de produção: café commodity.
Os números não mentem jamais. A soja no Acre revela um paradoxo: produtividade acima da média nacional, mas queda de produção por retração de área. O dado expõe limite estrutural, não técnico. Crescer exige terra, logística e capital — não só eficiência.
Exportações de soja crescem, mas seguem concentradas em poucos destinos. Diversificação avança lentamente. Dependência comercial é risco silencioso em tempos de volatilidade geopolítica.
Com estoques globais elevados, preços internacionais pressionam margens locais. O produtor acreano compete em um tabuleiro global desigual. Eficiência deixou de ser vantagem; virou condição mínima de sobrevivência.
A capacidade de armazenagem no Acre cobre menos da metade da safra estimada. O gargalo logístico ameaça transformar recordes produtivos em prejuízo financeiro. Produzir sem guardar é perder valor na porteira.
A parceria TCE–MP indica maturidade no controle das políticas públicas sociais. Fiscalizar passa a ser instrumento de indução, não só de punição. Governança ganha protagonismo preventivo.
A trégua do Legislativo está perto do fim. A partir da próxima semana, as sessões ordinárias da Câmara Municipal de Rio Branco e da Assembleia Legislativa do Acre devem ser retomadas, com promessa de muito trabalho — e, claro, daquelas polêmicas já tradicionais que costumam marcar o início do ano parlamentar.
Uma boa notícia no campo legislativo: uma lei estadual passou a garantir isenção para mulheres doadoras de leite materno. A iniciativa foi bem recebida e merece aplausos, já que fortalece a rede de apoio à doação e pode beneficiar inúmeras crianças, especialmente bebês prematuros.
O vereador Márcio Mustafá decidiu afastar uma servidora que mantém relacionamento com integrantes de facção criminosa. O decreto que formaliza a decisão deve ser publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) no mês de fevereiro.
Mais um desmoronamento foi registrado às margens do Rio Acre, agora na região do Panorama, em Rio Branco. Desta vez, o avanço das águas provocou a destruição da casa de um idoso. Segundo o morador, o incidente ocorreu durante a última semana, no momento em que ele assistia ao jogo entre Flamengo e Fluminense. O caso reforça a urgência de medidas preventivas para conter os impactos da erosão na área.
A busca por idoso desaparecido evidencia integração inédita entre forças e tecnologia. Drones e aeronaves ampliam alcance, mas também escancaram a dificuldade de acesso territorial. Tecnologia mitiga, não elimina, limites geográficos.
A ZCAS segue como variável crítica invisível no debate público. Chuvas prolongadas afetam não só rendimento, mas qualidade e calendário agrícola. Clima virou fator econômico direto, não mais apenas ambiental.
A aprovação no padrão ART Trees reposiciona o Acre no mercado climático global. Créditos jurisdicionais elevam o debate além do projeto pontual. O Estado passa a negociar política pública, não apenas carbono.
A documentação climática do Acre funciona como prova de capacidade institucional. Mais que certificação, é blindagem técnica. No mercado ambiental, credibilidade virou ativo econômico. Ponto para o Leonardo.