A Petrobras confirmou planos para retomar a expansão da exploração de petróleo e gás natural na Amazônia, com a perfuração de 22 novos poços na região de Urucu–Coari, no Amazonas. A iniciativa, que marca a volta das atividades após mais de dez anos sem novas perfurações, integra a estratégia de ampliação da produção nacional.
Segundo a empresa, o projeto depende da concessão do Direito Real de Uso (CDRU), em análise pela Secretaria de Estado das Cidades e Territórios. A base de Urucu, na Bacia do Solimões, é a maior reserva terrestre de petróleo e gás do país.
Em entrevista à CNN, o gerente geral da unidade, Hilter Bandeira, informou que 20 poços serão perfurados entre 2026 e 2030 em áreas já conhecidas, enquanto outros dois devem explorar novas fronteiras. Ele explicou que a abertura de novos poços é necessária para compensar o declínio natural da produção ao longo do tempo.
Atualmente, Urucu produz cerca de 105 mil barris de óleo equivalente por dia, além de 13,5 milhões de metros cúbicos de gás natural, responsáveis por aproximadamente 65% da energia consumida em Manaus. A região também abastece o Norte e parte do Nordeste com cerca de 80 mil botijões de gás de cozinha diariamente.
A Petrobras afirma que o plano prevê monitoramento ambiental e protocolos de segurança, além da geração de empregos e aumento da arrecadação. O anúncio, no entanto, reacendeu críticas de especialistas e organizações ambientais, que alertam para riscos à biodiversidade, aos rios e às comunidades tradicionais da Amazônia.


















