Narciso em 30 Linhas

Mudou para piorar

Por
Narciso Mendes

De olho no seu petróleo, mas não em defesa da democracia da Venezuela, assim agiu Donald Trump.


Se Maria Corina Machado, interna e externamente, se comportava como a mais autêntica opositora do ditador Nicolás Maduro e mesmo assim ela está pagando altíssimos preços, pois nada justifica que ela, após a queda, ou melhor, o sequestro do referido ditador, este patrocinada pelo presidente Donald Trump, esteja assistindo os principais aliados do próprio Nicolas Maduro no comando da Venezuela.


Por que eles, os chavistas/maduristas, foram instalados no poder da Venezuela e isto com a plena concordância do próprio presidente Donald Trump, e não o candidato Edmundo Gonzáles o real vencedor da mais recente disputa eleitoral? Este deva ser a pergunta que a própria Maria Corina continua fazendo e não encontra respostas.


Simples assim: para o presidente Donald Trump o que verdadeiramente lhes interessava não era a democracia venezuelana, e sim, suas imensas reservas de petróleo, reconhecidamente, as maiores do mundo, afinal de contas, a política externa dos EUA sempre priorizou os seus interesses estratégicos, geopolíticos e econômicos, jamais os regimes políticos dos seus eventuais parceiros.


Na Arábia Saudita, um dos principais aliados dos EUA, com a sua monarquia absoluta


Lá, os mais elementares direitos humanos não são respeitados. Quantas outras ditaduras são aliadas dos EUA agem assim?


Nada contra a deposição do ditador Nicolás Maduro, e sim, tudo a favor, desde que a mesma houvesse corrido em obediência a principal regra de convivência entre países, qual seja a autodeterminação dos povos. Portanto, nada justifica que o presidente Donald Trump, pura e simplesmente, o tenha sequestrado.


Ao entregar o poder da Venezuela nas mãos dos mais radicais aliados de ditador Nicolas Maduro, particularmente a sua vice-presidente, Delcy Rodrigues e ainda dizer-se satisfeito com a sua gestão, simplesmente o presidente Donald Trump debochou com os tantos quantos lutaram pelo retorno da democracia venezuelana.


E o que próprio presidente Donald Trump pretende fazer da Groelândia? A depender dos resultados, se exitosos, o que fará com o canal do Panamá e com o Canadá, já que o seu desejo é torná-lo o 51º estado dos EUA? Lá pelas bandas do Oriente Médio o seu fiel fidedigno aliado, Benjamin Netanyahu, o segue à risca.


Para o mundo, dos quatro anos de poder do presidente Donald Trump, lamentavelmente ainda restam três, e pelo que já fez no seu primeiro ano, se não for contido, ao invés dos fins das guerras em curso, outras virão e até mesmo com seus os tradicionais aliados.


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Narciso Mendes