O STF (Supremo Tribunal Federal) dá seguimento à tomada de depoimentos no âmbito da investigação que apura suposta fraude no Banco Master. Devem depor, nesta terça-feira (27), quatro nomes ligados ao banco e ao BRB (Banco Regional de Brasília).
Na segunda-feira (26), foram ouvidos Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor executivo Financeiro e de Administração do BRB, e Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente-executivo de tesouraria do Master. Os depoimentos foram conduzidos pela PF (Polícia Federal).
Para esta terça-feira, está programada a oitiva presencial de Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB; Luiz Antonio Bull, ex-diretor de riscos, compliance, RH e tecnologia do Master; e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.
A PF ainda espera ouvir, à distância, Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master.
Como mostrou a CNN, na segunda, apenas Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor executivo Financeiro e de Administração do BRB, falou. O superintendente-executivo de tesouraria do Master, Alberto Felix de Oliveira Neto, permaneceu em silêncio durante todo o depoimento.
Já Henrique Souza e Silva Peretto e André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ambos executivos da Tirreno, empresa investigada no esquema, deixaram de ir ao tribunal e devem ter o depoimento remarcado. A defesa argumentou que eles tiveram pouco tempo para analisar o processo e, por isso, não conseguiu prepará-los para os questionamentos da delegada.
Os depoimentos serão colhidos em apenas dois dias, após Toffoli reduzir o prazo pedido pela PF. Essa decisão representou um novo desgaste na relação institucional com a corporação. O ministro tem demonstrado desconfiança com a atuação da PF no âmbito da investigação.
As oitivas fazem parte da investigação da Polícia Federal que, no prazo de 60 dias, se não houver pedido de adiamento, deverá entregar um relatório com as provas colhidas e nomes indiciados.
Conforme mostrou a CNN, Toffoli já avalia devolver a investigação para a primeira instância da Justiça, onde o caso tramitava até o final do ano passado. O processo só chegou ao STF e às mãos do ministro por causa do suposto envolvimento do deputado nas fraudes, já que ele possui foro privilegiado.
Desde dezembro, ordens do ministro têm gerado incômodo na Polícia Federal e nos próprios integrantes do STF, que passaram a discutir nos bastidores maneiras de evitar maiores desgastes à imagem da Corte.