A falência do banco Master, embora necessária e merecida, carece dos devidos esclarecimentos.
Num país verdadeiramente sério e responsável, jamais um sujeito do naipe “Daniel Vascaro”, teria chegado aonde chegou, e no curto espaço de tempo, sem ter enfrentado os necessários e devidos questionamentos, afinal de contas, tornar-se um banqueiro e altamente prestigiado nos mais altos círculos da nossa sociedade, por si só, já seria o bastante para ter chamado a atenção, sobretudo, do nosso sistema financeiro.
Mas não. Enquanto o mesmo fazia suas recorrentes trapaças, cuidadosamente, buscava se cercar de pessoas poderosas, sobretudo, do nosso ambiente político. Para ele, espertamente, pouco importava se suas amizades fossem construídas com gente da direita, da esquerda ou do centro tampouco se lulistas ou bolsonaristas.
Presentemente, atolado até o gogó, e em razão das suas sistemáticas falcatruas, àqueles que compareciam as espetaculares festanças e pegavam carona nos seus aviões, precisam vir à público para prestar esclarecimentos, do contrário, a falência do Banco Máster não será devidamente esclarecida.
No que diz respeito ao nosso Banco Central, entre todas as nossas instituições, a mais diretamente responsável pelo funcionamento do nosso sistema bancário, caberá ao próprio, determinar as causas que propiciaram a falência do referido banco, e se necessário, contando com a ajuda da nossa Polícia Federal e do nosso TCU-Tribunal de Contas da União.
Ninguém enriquece inexplicavelmente e em tão pouco tempo, particularmente, fazendo parte do nosso sistema bancário, sendo este altamente disputado e por pessoas altamente especializadas.
Lamentavelmente, e tudo nos faz crer que, Daniel Vascaro montou uma teia de acumpliciados, e estes, presentemente, estão fazendo de tudo para poupá-lo, até porque, se assim não procederam, num potencial delação premiada, o próprio Daniel Vascaro os arrastará para o furacão que se estra metido, afinal de contas, o escândalo do Banco Master custará ao o FGC-Fundo Garantidor de Crédito mais de R$-40,00 bilhões.
As evidências que apontam para a participação do ministro d STF Dias Toffoli e de seus familiares no escandaloso esquema, igualmente, precisam ser investigados e se comprovadas, rigorosamente punidas.
Nada justificará que um escândalo e nas proporções que determinou a falência do Banco Master acabe resultante em pizza e só venha ser lembrado quando outro escândalo, igual e/ou de maiores proporções voltar a acontecer, posto que, dos escândalos que resultaram nas falências dos bancos: Nacional, Econômico e Bamerindus o próprio
sistema não tirou às lições que se faziam necessárias para se evitar o que aconteceu com o Banco Master.