Mais um ranking sobre qualidade de vida. E sempre é retomada a polêmica sobre os referenciais utilizados para medição. No Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025, querer mensurar Santa Rosa do Purus com a mesma métrica com que avalia Curitiba ou Florianópolis é adequado?
Qualquer que seja o instituto ou organização — seja o mais técnico ou o mais tendencioso para esta ou aquela matriz ideológica — não interessa! Se não levar em conta fatores culturais na régua de medição, fatalmente comete injustiça.
A observação de aves precisa ser tratada com a gravidade adequada. Esse movimento usa de uma estratégia para alcançar outra. O instrumento (ver aves) gera renda e aquece o turismo em várias regiões do mundo. É fato.
Observar aves é o alvo tático. Imediato. O estratégico, no entanto, é muito mais amplo. O alvo é floresta em pé, é sustentabilidade, é educação ambiental. A coisa é mais complexa. Não é hobby. A discussão é política.
Nos bastidores da política acreana, cresce a avaliação de que o senador Márcio Bittar e o deputado federal Ulysses Araújo estariam mais concentrados nas repercussões nacionais envolvendo a possível prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro do que na articulação da própria campanha de reeleição. A leitura é de que essa postura pode trazer reflexos negativos nas urnas.
A recorrência das enchentes no Acre volta a impor escolhas difíceis ao poder público. A suspensão de eventos e a mobilização emergencial expõem como o clima já interfere diretamente na agenda administrativa.
O avanço das gripes no Norte, puxado pela influenza A, contrasta com a tendência de queda nacional. O dado reforça desigualdades regionais na vigilância e na resposta em saúde pública.
A ampliação das bolsas do Prouni no Acre revela esforço de inclusão, mas também escancara a dependência do setor privado para o acesso ao ensino superior. A quantidade cresce, mas o debate estrutural permanece.
Os números do Minha Casa, Minha Vida indicam retomada acelerada e impacto econômico relevante. Ainda assim, o déficit habitacional segue como desafio crônico, sobretudo nas periferias urbanas.
A formação técnica para indígenas no Juruá aponta avanço nas ações afirmativas. O desafio é garantir que o acesso aos editais resulte em autonomia cultural duradoura, não apenas pontual.
Vereadores de oposição em Rio Branco criticam o prefeito Tião Bocalom pelo jornal institucional divulgado pela Prefeitura. Segundo os parlamentares, a publicação omite problemas enfrentados pela população, como a falta de água em diversos bairros e as condições precárias de ruas, muitas delas intrafegáveis.
Foi muito engraçado ver Bocalom servindo os jornalistas em churrasco promovido pela Prefeitura de Rio Branco aos profissionais da imprensa. Ele quer fazer crer que, cortando carne em churrasco para jornalista, valoriza o profissional. Ele acha isso mesmo! Ele entende ser uma demonstração de humildade. Como se fosse um “lava-pés”. Não ria, leitor: nosso prefeito é simples e tenta demonstrar sua satisfação pela boa cobertura jornalística que recebe. E, como ele diz, “servir é de Deus!”
Nas redes sociais, o prefeito, com semblante sereno, quase grego, com luvas pretas, cortando carne para jornalistas, com a legenda: “Valorização de quem transforma informação em força para o nosso Acre”.
E por falar em Bocalom… é impressão do escriba ou o anúncio da pré-candidatura de Bocalom ao Governo do Acre não foi a hecatombe que ele calculava que provocaria? Calculou-se que seria uma bomba demolidora, mas o efeito não teve a amplitude esperada.
Eleição é bicho manhoso! É preciso ter calma. Sobretudo no Acre, as eleições exigem prudência. Tudo pode acontecer, inclusive o nada!
A ascensão de Afonso Fernandes ao Parlamento Amazônico amplia o peso político do Acre. O teste real será transformar articulação simbólica em resultados concretos para a região.
O Parlamento Amazônico surge como espaço de coordenação supranacional dentro do país. A efetividade, porém, depende menos do tamanho do bloco e mais da coesão entre interesses distintos.
O projeto Norte Conectado reposiciona a Amazônia no mapa digital. A aposta fluvial é inovadora, mas exigirá manutenção constante para não repetir ciclos de abandono tecnológico.
A redução do desmatamento no Acre demonstra que políticas coordenadas funcionam. O risco está na descontinuidade política e na pressão econômica sobre territórios sensíveis.
A decisão de cancelar o Carnaval da Família evidencia prioridade à vida, mas também revela fragilidade estrutural frente a eventos extremos. O planejamento de longo prazo ainda é insuficiente.
Reuniões entre estados da Amazônia Legal e o governo federal mostram diálogo ativo. O desafio segue sendo transformar consenso político em execução efetiva e contínua.
Entre conectividade, habitação e políticas sociais, a Amazônia vive um momento de oportunidades cruzadas. O maior risco é tratar ações estruturantes como medidas isoladas, sem visão integrada.