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Quase duas toneladas de carnes impróprias para consumo são apreendidas em Sena Madureira

Foto:YacoNews
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Uma operação conjunta do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Vigilância Sanitária, Procon, Polícia Militar e Polícia Civil resultou na apreensão de quase duas toneladas de alimentos impróprios para o consumo humano e na prisão em flagrante dos proprietários de supermercados no município de Sena Madureira. Os dois proprietários dos supermercados foram presos em flagrante.


A ação revelou um cenário considerado de alto risco à saúde pública, com produtos armazenados em condições precárias e sinais evidentes de decomposição. Durante a fiscalização, foram retirados de circulação aproximadamente duas toneladas de alimentos, entre carnes bovina e suína, frango, peixe, ovos e açaí.

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Em apenas um dos estabelecimentos, o volume apreendido chegou a 1 tonelada e 475 quilos, sendo necessária a utilização de uma carreta para o transporte do material. Parte da carne apresentava coloração escura e odor característico de deterioração, indicando que já não estava própria para consumo.


A gravidade da situação aumentou após um funcionário relatar aos fiscais que carnes estragadas não eram descartadas, mas separadas para reaproveitamento. Outro flagrante considerado alarmante foi a presença de veneno de rato, conhecido como chumbinho, armazenado ao lado de caixas de leite abertas, o que poderia provocar contaminação de alimentos destinados, inclusive, ao consumo infantil.


Foto:YacoNews

De acordo com o Ministério Público, a comercialização ou o armazenamento de alimentos impróprios configura crime contra as relações de consumo, previsto na Lei nº 8.137/90, com pena de dois a cinco anos de detenção, além de multa.


“Isso não é só infração sanitária. É crime contra a saúde da população. Determinamos a prisão porque não estamos lidando com erro, estamos lidando com irresponsabilidade criminosa”, afirmou o promotor de Justiça Wanderley Barbosa.


Além das prisões, os estabelecimentos deverão responder a procedimentos administrativos e sanitários, bem como a investigação criminal conduzida pela Polícia Civil. Fotografias, laudos técnicos e depoimentos já foram anexados ao inquérito.


Com informações do YacoNews


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