A disputa pela presidência da nossa República, dar-se-á por uma pequena margem de votos.
Nas eleições presidenciais de 2022, próximas passadas, o candidato Lula conseguiu se eleger, pela 3ª vez, com 50,9% dos votos, e o seu opositor Jair Bolsonaro, no mandato e candidato à reeleição foi derrotado, mas obteve 49,1% dos votos.
Nas eleições deste ano, independente dos candidatos que disputarão a nossa presidência, certamente, em 2º turno, não haverá nenhuma goleada, isto em razão da nossa radicalização política. E o mais impressionante; pouco ou nada tem a ver com lulismo e nem com o bolsonarismo, e sim, entre o anti-lulismo e o anti-bolsonarismo.
Se maldito é o país que precisa de um herói para governá-lo, o que se dizer do nosso país, se o mesmo se encontra busca escolher entre dois anti-heróis? A propósito, em todas as pesquisas, e de todos os institutos, no quesito rejeição, tanto o presidente Lula quanto o ex-presidente Jair Bolsonaro aparecem como os mais rejeitados.
É desse radicalismo político, e pior ainda, com nítidas conotações pessoais, que precisamos não livrarmos, até porque, enquanto o nosso sistema político-partidário continuar bagunçado a nossa democracia jamais será fortalecida.
Chega a ser pilhérico como os nossos partidos políticos continuam se comportando, a exemplo do próprio PSD, mas conhecido como o partido do Kassab, enquanto o mesmo conta com três ministérios no governo o presidente Lula e ao mesmo tempo é o principal orientador político do governador, Tarcísio de Freitas, do Estado de São Paulo. Como assim, se o presidente Lula e o próprio Tarcísio de Freitas, no imaginário ou no inconsciente dos nossos eleitores, pertencem aos dois polos políticos que já nos empurraram para a nossa nociva radicalização?
Destaquei o PSD do Kassab por ter sido o partido que nas últimas eleições municipais conseguiu eleger o maior número de prefeitos, portanto o que aparentemente mais cresceu. Cresceu ou inchou? Afinal de contas, entre os anos 1990/2022, quem assim era apresentado era o PSDB, enquanto hoje, os ninhos dos tucanos encontram-se cada vez mais esvaziados.
Quando no seu nascedouro, o seu criador Gilberto Kassab, chegou a dizer que o PSD não seria de esquerda, nem de direita e nem de centro, e que o mesmo buscaria alianças com qualquer outro partido, independente de seus rótulos ideológicos, querendo ou não, o próprio PSD abriu as suas portas para os trânsfugas partidários, sobretudo para os agentes políticos que só se identificam partidariamente nos períodos pré-eleitorais e passadas as eleições, o povo de que tanto falavam sequer é lembrado.
Democracia sem partidos e feijoada sem feijoada não existe.