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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta evitar que o episódio envolvendo o Banco Master desgaste a imagem do governo federal.
A avaliação hoje no Palácio do Planalto é de que o principal afetado pelo escândalo tem sido, até agora, o STF (Supremo Tribunal Federal).
E que não cabe uma eventual defesa à postura, por exemplo, do ministro José Dias Toffoli, criticado nos bastidores até mesmo pelo governo petista.
A ideia do presidente é, portanto, blindar o governo federal, mantendo-o afastado do escândalo financeiro e reforçar o papel da Polícia Federal na investigação.
Além disso, salientar que o combate a fraudes não tem classe social e que empresários e banqueiros também devem pagar por eventuais irregularidades.
O petista não deve ainda mobilizar a base aliada a evitar uma CPI do Master no Congresso Nacional. O discurso tem sido o de que comissão parlamentar é uma prerrogativa do Poder Legislativo.
Lula se reuniu no ano passado com o relator do caso, Dias Toffoli, e a expectativa é de que tenham um novo encontro. Nos bastidores, o presidente tem sido crítico à postura de Toffoli.
A avaliação ainda de assessores do governo é de que o tom da nota divulgada pelo presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, não ajudou a distensionar a crise.