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Muito antes de os battle royales dominarem a Twitch e de Call of Duty se tornar um evento anual da cultura pop, existia Delta Force, um jogo que não se preocupava com killstreaks chamativas nem com correr pelas paredes. Lançado em 1998 pela NovaLogic, Delta Force era cru, realista e, arriscamos dizer, muito à frente de seu tempo. Enquanto outros shooters apostavam em explosões exageradas e no caos de estilo arcade, Delta Force introduziu discretamente mecânicas que mais tarde passariam a definir o gênero FPS tático.
Para uma geração de jogadores de PC que não buscava uma experiência acelerada de atirar sem pensar, Delta Force era coisa séria. O jogo oferecia uma amostra de como seria operar como parte de uma equipe de operações especiais em território inimigo, com realismo de “um tiro, uma eliminação”, mapas de missão amplos e um nível surpreendente de liberdade estratégica.
Atirando das Sombras
Um dos aspectos mais revolucionários de Delta Force era seu compromisso com o combate de longa distância. Não se tratava de um shooter comum, cheio de corredores apertados e inimigos surgindo como alvos de parque de diversões. Delta Force permitia enfrentar adversários a centenas de metros de distância, usando miras telescópicas e compensação do vento, algo praticamente impensável para a época.
E é aqui que a mágica acontecia: aqueles inimigos pixelados no horizonte não estavam ali só para compor o cenário. Eram ameaças reais e, sem abordar a missão com um plano, o fracasso era quase garantido. A experiência era imersiva de um jeito simples visualmente, mas com riscos elevados.
Em uma era em que comprar um cartão presente Steam muitas vezes leva direto ao FPS rápido do momento, vale lembrar as raízes do gameplay tático. Delta Force já entregava uma experiência hardcore de simulação militar muito antes de isso virar tendência e sem downloads inflados ou artifícios de live service.
Campos Abertos Em Vez de Caminhos Lineares
Se a maioria dos shooters dos anos 90 girava em torno de fases apertadas e da busca por cartões de acesso, Delta Force foi literalmente algo fora da curva para a época. Seus enormes ambientes externos (movidos por um motor baseado em voxels) davam ao jogador liberdade real para abordar os objetivos por vários ângulos. Era possível eliminar inimigos à distância a partir de um penhasco, avançar furtivamente por um vale ou partir para o ataque com tudo. A escolha era sua e essa escolha fazia diferença.
Foi um dos primeiros shooters a oferecer uma verdadeira noção de escala e autonomia de missão. Nada de segurar a mão do jogador, nada de objetivos brilhando na tela. Apenas uma bússola, um briefing da missão e um mar de dunas para interpretar e explorar. Em muitos aspectos, o jogo antecipou a obsessão por mundos abertos que define tantos títulos modernos hoje.
Construindo o Modelo em Silêncio
Embora Delta Force não tenha vendido milhões de cópias como alguns de seus concorrentes, seu DNA segue vivo nos shooters táticos modernos. Jogos como ARMA, Squad e até mesmo alguns modos de Call of Duty devem muito à obra discreta da NovaLogic. O jogo apresentou ideias, como queda balística, sistemas de ferimentos realistas e táticas genuinamente baseadas em esquadrões que mais tarde se tornariam pilares do gênero.
Mais importante ainda, Delta Force fazia o jogador se sentir um soldado, não um super-herói. Você não eliminava exércitos inteiros sozinho; fazia parte de uma equipe, executando missões coordenadas com paciência e precisão.
Um Legado Que Vale a Redescoberta
Delta Force não apenas causou impacto, ele abriu seu próprio espaço e, discretamente, lançou as bases para toda uma geração de shooters táticos. Não tentava impressionar com gráficos chamativos ou cenas cinematográficas exageradas. A proposta era outra: mergulhar o jogador na tensão, no silêncio e na estratégia das operações militares de elite.
Hoje, com o ressurgimento dos shooters táticos e um público cada vez mais interessado em profundidade em vez de espetáculo, nunca houve momento melhor para revisitar essa origem. Seja explorando o passado ou se preparando para um reboot, um cartão presente Steam pode ser o caminho para redescobrir as raízes do verdadeiro gameplay tático.
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