Uma videorreportagem produzida pelo videomaker do ac24horas, Kennedy Santos, mostrou de perto a realidade de diversos bairros de Rio Branco afetados pela subida do Rio Acre, situação que atinge residências e compromete a rotina de inúmeras famílias.
A reportagem acompanhou famílias que enfrentam a cheia não por escolha, mas por falta de alternativa, evidenciando a vulnerabilidade social em áreas de risco. Moradora da região, Miraceli Moraes relatou as dificuldades impostas pela alagação. Segundo ela, sua casa é a última da rua, o que agrava o impacto da água. “A situação é essa. Eu fico aqui porque é o que eu tenho, é isso aqui”, desabafou.
Miraceli contou ainda que, quando a água invade a residência, precisa retirar os pertences e se abrigar temporariamente na casa de outras pessoas.
Na Travessa Piedade, no bairro Taquari, o cenário também é de apreensão constante. O morador Paulo Sérgio explicou que, durante a cheia registrada em janeiro, a água chegou a atingir o terreno da casa. “Veio até a cerca e depois baixou”, relatou.
Ainda segundo Paulo Sérgio, mais de 60 famílias foram retiradas da área devido ao risco. Ele contou que perdeu a casa anterior por causa da alagação. “A água derrubou minha casa e eu vim pra cá”, afirmou.
Outro morador, Paulo Medeiros, disse que já teve diversos prejuízos ao longo dos anos em decorrência das enchentes. Ele relembrou um ditado popular citado pelo pai: “Meu pai sempre dizia que, em ano que dá muita manga, dá alagação”, comentou.
Já Francisco, morador de área alagadiça, destacou que precisou adaptar a rotina à realidade das cheias. Segundo ele, na residência não há veículo, apenas um barco. “Quem mora no alagado já precisa estar preparado. Eu já estou”, disse.
A videorreportagem também percorreu áreas como a Baixada da Habitasa, Cadeia Velha e parte do bairro Morada do Sol, onde as alagações se repetiram. Desde dezembro de 2025, já foram registradas duas alagações nessas localidades.O morador Bruno Viga ressaltou que o valor mais baixo dos aluguéis contribui para a ocupação de áreas de risco.“Em locais onde não ocorre alagação, os preços são elevados”, concluiu.
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