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Grupo usava associação de fachada para coagir familiares de presos no Amapá

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A Polícia Civil do Amapá deflagrou, nesta sexta-feira (23), a primeira fase da Operação Mordaça, que investiga um grupo suspeito de utilizar uma associação de fachada para praticar atividades ilegais e coagir familiares de detentos do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).


De acordo com as investigações, a chamada Associação de Familiares de Presos (ASADE) teria sido criada com o objetivo de mapear parentes de internos e obrigá-los a participar de protestos contra medidas de segurança adotadas no sistema prisional, como a restrição de visitas e o controle da entrada de celulares e alimentos. A intenção seria pressionar a administração do Iapen a flexibilizar as regras.

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Durante a operação, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Macapá. Um homem condenado por homicídio qualificado, lesão corporal grave e furto qualificado foi preso. Ele estava foragido da Justiça e ainda tinha mais de 12 anos de pena a cumprir.


Segundo o delegado Estéfano Santos, familiares que se recusavam a participar das manifestações sofriam represálias. As punições, conforme a apuração, ocorriam dentro da unidade prisional e incluíam restrições de direitos básicos dos detentos. Em alguns casos, companheiras de presos chegaram a ser impedidas de realizar visitas.


O esquema, ainda segundo a polícia, era coordenado por dez pessoas, sendo nove mulheres e um homem. Uma das mulheres exercia papel de liderança, responsável por distribuir tarefas e determinar as punições aplicadas.


As investigações tiveram início há cerca de dois meses, após o recebimento de denúncias anônimas relatando ameaças vinculadas à atuação da associação. Entre os materiais apreendidos estão anotações que indicam cobranças e a organização interna do grupo.


A Operação Mordaça é conduzida pela Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), e a Polícia Civil informou que novas fases da ação não estão descartadas.


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