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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) informou na noite desta sexta-feira, 23, por meio de nota pública, que irá adotar providências para apurar as circunstâncias da morte da professora aposentada Nadir Nazaré Gomes de Souza, de 84 anos. O óbito ocorreu na manhã de quinta-feira (22), em Rio Branco, após atendimento médico no pronto-atendimento da Unimed.
De acordo com a nota, o MPAC “acompanha o caso com atenção” e informou que, na próxima segunda-feira (26), serão adotadas as medidas necessárias para a apuração dos fatos. Entre as providências anunciadas pelo órgão ministerial estão a designação de um promotor de Justiça para acompanhar o caso e adotar todas as medidas cabíveis.
Conforme as informações divulgadas pela família, a professora deu entrada na unidade para a realização de um procedimento considerado simples e rotineiro, que seria a reposição de sódio para correção de hiponatremia. No entanto, houve agravamento do quadro clínico, que evoluiu para o óbito. Ainda segundo relatos da família, a prescrição médica previa a administração intravenosa lenta do sódio, ao longo de aproximadamente oito horas, como forma de reduzir riscos de complicações neurológicas. No entanto, a infusão teria sido realizada em cerca de uma hora e meia.
Os familiares também relataram que a administração acelerada teria provocado alterações graves no estado de saúde da paciente, incluindo episódios de taquicardia, duas paradas cardíacas e, posteriormente, a confirmação de lesão neurológica irreversível. Com o agravamento do quadro, Nadir foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu internada por 11 dias até a confirmação da morte.
O MPAC informou que as providências anunciadas têm o objetivo de esclarecer as circunstâncias do óbito.