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Vereador faz “caminhada na lama” e critica ato político de Bittar e Ulysses

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O vereador Josafá Vale (União Brasil), de Cruzeiro do Sul, usou as redes sociais nesta quinta-feira, 22, para fazer uma crítica direta ao uso da chamada Caminhada pela Liberdade como palco político e chamar atenção para a precariedade das estradas rurais no interior do Acre. Em um vídeo de forte apelo visual e social, o parlamentar contrapõe a mobilização nacional, realizada em vias asfaltadas, à realidade enfrentada diariamente por famílias do campo que convivem com o isolamento provocado pela lama nos ramais.

Nas imagens, Josafá aparece caminhando descalço por uma estrada de terra completamente tomada pelo barro e por poças de água, em meio à mata fechada. O vídeo é intercalado com cenas de crianças com mochilas escolares, idosos e mulheres carregando sacolas, todos tentando atravessar o ramal com dificuldade. Também são mostrados veículos, como um quadriciclo e uma caminhonete, derrapando e quase atolando, evidenciando a falta de condições mínimas de trafegabilidade.

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Durante a gravação, o vereador faz menção direta a lideranças políticas nacionais e estaduais associadas à Caminhada pela Liberdade. “Enquanto Nikolas Ferreira faz a caminhada pela liberdade e justiça de Minas Gerais até Brasília, eu vou fazer a minha”, afirma. Em seguida, desafia: “Deputado Nikolas, senador Márcio Bittar, deputado Coronel Ulysses: é fácil caminhar numa rua asfaltada. Quero ver caminhar aqui na lama, onde milhares de famílias são obrigadas a caminhar todos os dias”, escreveu.

Ao longo do vídeo, Josafá reforça que, para os moradores da zona rural, a situação vai além do discurso político. “Aqui não é discurso: ou anda ou fica isolado. Porque quando chove, não passa ninguém. É um abandono total”, diz. Segundo ele, a caminhada que realiza simboliza o direito básico de ir e vir e a dignidade das famílias que vivem da produção agrícola. “A minha caminhada é pelo direito de ir e vir, pela dignidade da mulher e do homem do campo. É por quem produz o nosso alimento”, declara.

Na conclusão do vídeo, o foco recai sobre os pés cobertos de barro dos moradores e sobre a extensão da estrada danificada, reforçando a mensagem central de que acesso não é privilégio. “A minha caminhada não é por bandeira. A minha caminhada é pela sobrevivência do nosso povo. Porque ramal não é favor, ramal é um direito de todos nós”, finaliza.

Veja o vídeo:

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