O secretário municipal de Saúde e de Articulação Institucional de Rio Branco, Rennan Biths, afirmou que o município avançou nos indicadores da saúde, ampliou atendimentos e reforçou a vacinação, além de comentar o cenário político e a pré-candidatura do prefeito Tião Bocalom (PL) ao governo do Estado, durante entrevista ao programa Bar do Vaz, nesta quinta-feira (22).
Sobre o anúncio da pré-candidatura de Bocalom ao governo do Estado, feito no início da semana, Rennan afirmou que o prefeito tem uma longa trajetória política. “A pessoa do Tião Bocalom tem uma trajetória política muito consolidada. Então, nesse campo da direita, principalmente, eu acredito que ele seja o personagem político atuante mais longevo de todos. Tem toda uma história, participou de muitas eleições desde 1992, quando se tornou prefeito de Acrelândia. De lá para cá, ele vem vivendo muitas experiências vitoriosas e outras com derrotas nas urnas. Mas o fato é que hoje ele tem uma capacidade, isso eu falo para as pessoas que não têm vontade de conversar”, afirmou.
O articulador disse ainda que o prefeito tem a capacidade de perceber o sentimento do eleitor acreano. “Eu acredito que isso é muito preciso. Para tomar essa decisão, ele conversou com muitos amigos, conversou com a equipe, ouviu muito a população aqui na capital e nas andanças pelo interior. Então, o entendimento que a gente tem é que esse era um chamado de uma parcela significativa da sociedade para que ele colocasse o nome. E agora, atendendo essas pessoas e essas abordagens, ele coloca o nome. Eu acredito que é do processo. Nós vivemos um período prévio de importantes decisões, é da democracia, para que, chegando ali no final de março, começo de abril, ele possa estar em paz para tomar uma decisão que é importante”, afirmou.

Foto: Sérgio Vale
Falando sobre o evento de anúncio da pré-candidatura, Rennan disse que, apesar de simples, foi potente, tendo em vista o apoio de setores da sociedade. “Eu já acompanhei e participei de alguns anúncios e lançamentos de candidaturas, e você vê que, na maioria das vezes, as coisas são meio roteirizadas, com um protocolo a ser seguido, uma estratégia definida sobre quem fala, o que fala, como fala e em que momento fala. Então, aquele anúncio do prefeito veio muito caracterizado por quem ele é. Foi um evento que, na minha compreensão, foi muito simples, mas, ao mesmo tempo, muito potente. Porque, nessa simplicidade, o prefeito não fez um ato político ou partidário, nem um ato com grandes atores políticos. Foi um evento que teve uma espontaneidade muito grande”, comentou.
Rennan avaliou ainda que Bocalom está ciente dos riscos de entrar na disputa eleitoral e deixar a Prefeitura. “O que eu noto é que ele está muito lúcido na compreensão do processo e bastante consciente das etapas e do que realmente está em jogo. Em todos os momentos em que temos oportunidade de conversar sobre esse assunto, ele demonstra uma compreensão muito grande. E eu acho que isso é a carga que ele traz dessa vivência de outros processos eleitorais”, afirmou.
O articulador também comentou sobre o perfil ideal de vice. “Eu nunca tive, pessoalmente, nenhuma conversa com o prefeito sobre essa questão do vice, mas acredito que essa discussão deva ocorrer nas prévias das convenções, quando já se tem um cenário mais definido das forças políticas e dos partidos. Essa decisão precisa ser muito orientada para fortalecer a caminhada da candidatura. O vice ideal, na minha visão — e não necessariamente na do prefeito — é alguém que aumente as possibilidades de vencer a eleição, mas que também seja muito leal à forma como o prefeito Tião Bocalom faz política e administra”, opinou.

Foto: Sérgio Vale
Questionado pelo jornalista Roberto Vaz sobre o apoio recebido pelo prefeito nas últimas eleições e se a pré-candidatura poderia ser interpretada como traição, Biths disse não ver dessa forma. “Eu acredito que não tem traição, porque, até onde eu tenho conhecimento, não houve nenhum combinado, nenhum acordo. Não foi dito que ele não poderia ser candidato a isso ou aquilo. Logo, se não houve, eu não entendo que ele esteja cometendo traição. O que não é proibido é permitido”, declarou.
Segundo ele, o movimento é natural dentro do processo político. “No nosso entendimento, são movimentos naturais do processo, que precisam evoluir aos poucos. Daqui para frente, será necessário muita maturidade, diálogo e conversa. Ainda estamos muito longe das decisões importantes. Temos abril, que será um marco das desincompatibilizações, e depois toda uma construção até as convenções para definir quais serão as alianças. Acredito que agora é o momento em que o nome dele é apresentado e colocado na mesa para que essas conversas ocorram de forma mais clara e objetiva”, observou.
Sobre os dados da saúde municipal de 2025, o gestor revelou números considerados positivos ao longo da entrevista. Segundo ele, a imunização faz parte da estratégia da atenção básica do município. “Em 2025, a gente fechou o ano com números animadores. A gente conseguiu finalizar o ano com 291 mil doses de vacinas aplicadas na nossa capital, isso representa um aumento de 25% em relação ao ano anterior”, afirmou.
Rennan destacou que a maioria das vacinas atingiu as metas estabelecidas de cobertura vacinal, com índices acima de 90%. “Em algumas, a gente ainda precisa trabalhar mais esse convencimento para que os pais e responsáveis possam se sentir seguros”, explicou.
Biths mencionou ainda o avanço da rede que conta com a vacina contra a dengue. De acordo com ele, o público-alvo é de 10 a 14 anos. “É uma vacina em que temos uma cobertura vacinal aquém do que poderíamos alcançar. A dengue é forte e estamos vivendo um momento de maior atenção. A gente deixa o alerta para que procurem as unidades de saúde”, disse.
O secretário destacou também a ampliação no número de consultas médicas no município. “Consultas médicas e consultas de enfermagem, isso fez com que a capacidade de oferta do serviço aumentasse e chegasse mais próxima da real necessidade da população”, concluiu.
Assista à entrevista completa:


















