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Cruzeiro do Sul passa a ter taxas mínimas de consumo de água

Foto: Marcos Santos/SecomFoto: Marcos Santos/Secom
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A partir deste mês de janeiro, Cruzeiro do Sul passa a adotar um novo modelo de cobrança de água com a implantação de taxas mínimas de consumo. Antes, a tarifa do Serviço de Água e Esgoto do Acre (Saneacre) era calculada apenas com base na medição do consumo.

Com a mudança, foi estabelecida uma taxa mínima de R$ 38,40 para consumidores residenciais e R$ 77,00 para o setor comercial. Além disso, foi criada uma tarifa social de R$ 12,80 destinada a famílias de baixa renda inscritas em programas sociais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

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Segundo o gestor local do Saneacre, Brás Pedrosa, a medida tem como objetivos facilitar o pagamento das contas, reduzir a inadimplência e criar condições para investimentos no sistema de abastecimento do município. A decisão foi definida após alinhamento com a diretoria e a presidência da autarquia, em Rio Branco.

A expectativa de faturamento mensal do Saneacre é de R$ 600 mil, mas atualmente apenas 30% desse valor é arrecadado cerca de R$ 130 mil. O montante é insuficiente para cobrir os custos operacionais, especialmente com energia elétrica, que chega a R$ 480 mil por mês, considerando a operação de mais de 100 poços artesianos e a captação no Igarapé São Salvador.

A autarquia informou que débitos antigos poderão ser renegociados e parcelados. O foco, segundo o Saneacre, não é penalizar os usuários, mas incentivar a regularização das contas, com o pagamento ao menos da taxa mínima mensal. Atualmente, não há autorização para cortes imediatos no fornecimento, principalmente em situações de vulnerabilidade social.

Outro ponto destacado é o alto índice de desperdício de água em diversos bairros da cidade. A população é orientada a ajudar na fiscalização do uso da rede, evitando vazamento, torneiras abertas e uso inadequado, que comprometem o abastecimento em outras regiões.

“Quero conclamar a população de Cruzeiro do Sul para essa responsabilidade coletiva. Nós temos a obrigação de levar água de qualidade para todos, mas a população, em contrapartida, precisa pagar a sua taxa em dia. Quem tem contas atrasadas pode parcelar, mas que, a partir de agora, pague pelo menos o mínimo. Não podemos investir em infraestrutura se não temos recursos suficientes. O governo sozinho não dá conta disso”, afirmou Pedrosa.

O sistema de abastecimento do município é considerado antigo, com estruturas que remontam à década de 1970, o que aumenta a necessidade de manutenção e modernização. Segundo o Saneacre, sem melhoria na arrecadação, torna-se inviável ampliar a rede e garantir regularidade no fornecimento.

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