Os telefones públicos, conhecidos como orelhões, estão em processo de desativação em todo o país e caminham para desaparecer definitivamente do cenário urbano brasileiro. No Acre, dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que ainda existem 139 aparelhos instalados, todos pertencentes às operadoras Claro e Oi.
Desse total, 92 orelhões estão ativos, o que representa 66,2%, enquanto 47 aparelhos encontram-se em manutenção, correspondendo a 33,8% das unidades ainda existentes no estado. Do total de equipamentos no Acre, 103 pertencem à operadora Claro e 36 à Oi.
Os orelhões ainda existentes estão distribuídos por diversos municípios acreanos, especialmente nas áreas rurais, em aldeias, seringais e áreas de floresta como, por exemplo, na Aldeia Terra Nova, no Rio Envira, no município de Feijó; na Floresta Estadual Antimary, no Bujari; ou ainda, no seringal Icuria, em Assis Brasil, todos estes locais mantêm aparelhos ativos.
Feijó concentra 27 aparelhos, seguido por Sena Madureira, com 24, e Tarauacá, que possui 22 unidades. Em Rodrigues Alves, há 11 aparelhos, enquanto Cruzeiro do Sul registra 8. Mâncio Lima e Marechal Thaumaturgo contam com 6 orelhões cada. Já Manoel Urbano, Senador Guiomard e Porto Walter possuem 4 unidades cada.
Outros municípios apresentam quantidades menores. Assis Brasil possui 4 aparelhos, Bujari, 3, Porto Acre, 2, e Acrelândia, Brasiléia, Capixaba, Xapuri, Rio Branco e Santa Rosa do Purus registram entre um e três orelhões.
Em nível nacional, segundo a Anatel, cerca de 38 mil orelhões ainda permanecem instalados no Brasil. O processo de retirada ocorre após o encerramento das concessões do serviço de telefonia fixa das empresas responsáveis pelos equipamentos.
A remoção não será imediata em todas as localidades. A partir de janeiro de 2026, começa a retirada em massa de carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões deverão ser mantidos apenas em cidades onde não há cobertura de telefonia móvel, e somente até 2028.
Lançados em 1972 em todo o Brasil, os orelhões têm design assinado pela arquiteta Chu Ming Silveira, chinesa radicada no país. A rede, que já teve mais de 1,5 milhão de terminais, era mantida por concessionárias de telefonia fixa, como uma contrapartida obrigatória do serviço.


















