O rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, registrou nível de 13,12 metros e segue em vazante. Segundo a Defesa Civil municipal, o manancial deverá sair da cota de transbordo, fixada em 13 metros, ainda nesta quarta-feira (21). Com a redução do nível, as águas começam a deixar os quintais de 11 bairros, 12 comunidades rurais e quatro vilas atingidas durante a cheia.
Apesar da melhora no cenário, o fornecimento de energia elétrica permanece suspenso em dez residências localizadas no ramal Florianópolis, na região do rio Môa.
De acordo com o gerente da Energisa, Loureman Azevedo, a concessionária atua em conjunto com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros para garantir a segurança da população nas áreas alagadas. “Nesse momento de fortes chuvas e cheias dos rios e igarapés, a Energisa vem realizando um trabalho conjunto com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, fazendo a inspeção das regiões que normalmente alagam nesse período. No ramal Igarapé-Florianópolis, tivemos que fazer a desenergização de dez clientes por questões de segurança”, explicou.
O gerente destacou ainda que, mesmo com a vazante, é necessário cautela antes da retomada do fornecimento. “É importante verificar se toda a estrutura elétrica está completamente seca e chamar um profissional habilitado para avaliar se é seguro restabelecer o uso da energia elétrica dentro das residências”, completou.
A Energisa não informou quando o serviço será restabelecido nas casas afetadas.
Em Cruzeiro do Sul, a cota de alerta do rio Juruá é de 11,80 metros, enquanto a cota de transbordo é de 13 metros. Neste ano, o nível máximo registrado até o momento foi de 13,48 metros. A maior cheia dos últimos anos ocorreu em 2021, quando o rio atingiu 14,36 metros, deixando 259 famílias desabrigadas, que precisaram ser acolhidas em 23 abrigos montados pela Prefeitura, principalmente em escolas da rede municipal.


















