Um aspecto que chamou atenção no anúncio de Bocalom ao Governo foi o número de empresários presentes ao evento. Aliás, Bocalom passou o fim de semana acompanhado de parte do “PIB do Acre”.
São as benesses do poder. É natural que orbite em torno de quem está no poder quem tem negócios a defender. É um roteiro mais velho que andar para frente.
A surpresa do encontro ficou por conta do empresário Aldenor Araújo. Uma presença rara em eventos políticos, o 01 do Grupo Araújo botou a cara em cena. Assuero Veronez e Jorge Moura reforçaram a retórica do desgastado slogan “produzir para empregar”.
O que é engraçado na retórica de Bocalom é que ele fala como se fosse algo muito inusitado, ousado, visionário. Mal sabe ele que a ideia de ter na Agricultura/Terra como fator de valor foi defendida na França, há pelo menos 250 anos.
O anúncio da pré-candidatura do prefeito Tião Bocalom ao governo do Acre promete redesenhar o tabuleiro político estadual. Mais do que um movimento pessoal, a decisão tende a funcionar como um verdadeiro teste de forças dentro do próprio campo governista.
A entrada de Bocalom na disputa coloca pressão direta sobre a vice-governadora Mailza Assis. Pré-candidata desde o ano passado, ela sobe lentamente nas pesquisas, e o novo cenário pode acelerar definições — ou expor fragilidades — de sua pretensão ao Palácio Rio Branco.
Para o senador Alan Rick, o momento também não é dos mais favoráveis. Sem crescimento consistente nas pesquisas e com poucos aliados declarados, sua caminhada rumo ao governo segue estreita e cercada de incertezas.
Se há alguém comemorando como em final de campeonato, esse alguém atende pelo nome de Alysson Bestene. Com a “máquina” da Prefeitura de Rio Branco nas mãos, o prefeito interino ganha protagonismo e margem para imprimir sua própria marca administrativa.
A expectativa nos bastidores é de ajustes no secretariado herdado de Bocalom. Nomes considerados de confiança do ex-prefeito podem deixar o governo municipal — não necessariamente até o período eleitoral, mas alguns apostam que as mudanças podem vir antes de outubro.
A apreensão recorde de armas em 2025 fortalece o discurso de eficiência do governo na área policial, mas também expõe desigualdades regionais que exigem expansão das ações para além da capital.
O forte crescimento das saídas interestaduais e das exportações de carne confirma a consolidação do Acre como fornecedor regional, ainda que a taxa de desfrute revele espaço para ganhos de produtividade.
A leve recuperação do preço da arroba no fim do ano indica equilíbrio entre oferta e demanda, sinalizando maior previsibilidade para o produtor em um cenário de expansão do abate e das vendas externas.
A capacitação técnica em Santarém reforça a aposta do Estado na qualificação de equipes para restauração florestal, alinhando o Acre a iniciativas internacionais voltadas à Amazônia.
O fortalecimento da cadeia de sementes e mudas amplia a capacidade do Estado de executar projetos ambientais em larga escala, conectando conservação com geração de oportunidades produtivas.
A elevação do Rio Acre acima da cota de transbordo mantém bairros de Rio Branco em alerta, com ações concentradas na remoção preventiva e no atendimento humanitário às famílias atingidas.
A ativação de abrigos e o monitoramento contínuo demonstram maior preparo do poder público para lidar com eventos extremos, reduzindo riscos e improvisos durante a enchente.
O decreto estadual em seis municípios garante acesso a recursos federais e estrutura uma resposta mais rápida, fundamental em um período de chuvas intensas e rios elevados.
A atuação conjunta entre Defesa Civil, Bombeiros e demais órgãos evidencia um modelo de comando unificado, essencial para decisões rápidas e redução de danos.
O uso de plataformas digitais no monitoramento da cheia mostra como dados em tempo real têm se tornado aliados estratégicos na gestão de desastres naturais no Estado.