Na bolsa de apostas, há quem espere uma reviravolta na coletiva de Bocalom desta segunda-feira (19). O fato de Bocalom não ter partido para a empreitada da candidatura ao Governo… “Imaginou se o Bocalom azedar o doce de Bittar e anunciar candidatura também ao Senado?” Vixe! Seria, de fato, interessante! Mas a coluna precisa reforçar que isso é apenas uma especulação. Ou, como dizem os analistas de barranco, é apenas uma “proposição de cenário”. A Executiva Nacional ficaria sem argumento para não aceitar. O arraial pegaria fogo!
Quem vai parar Bocalom? Cidade Inteligente? Essa mania de lideranças políticas de se auto-intitularem “visionárias” porque querem sempre algo grandioso, megalomaníaco, tem custado muito caro ao povo.
O último delírio grandiloquente custou aos cofres públicos muito mais de R$ 100 milhões (há quem calcule que custou quase R$ 200 milhões) e foi arrematado em novembro do ano passado por pouco mais de R$ 13 milhões. Nem o básico está sendo feito em Rio Branco. Nem o básico!
A gestão do prefeito Tião Bocalom volta a enfrentar desgaste. Diversos bairros de Rio Branco seguem convivendo com a falta de água nas torneiras. A explicação oficial é a turbidez do manancial, agravada pela cheia do rio. Enquanto a justificativa se repete, quem paga a conta, como sempre, é a população.
Até agora, a Prefeitura de Rio Branco não esclareceu se está, de fato, avançando na perfuração de poços artesianos. O estudo técnico já foi anunciado há meses, mas os poços não saíram do papel. O que está faltando? Decisão política, recursos ou prioridade?
Moradores do bairro Caquetá estão indignados com a gestão pública. Segundo relatos, as ruas mais parecem a superfície da Lua, de tantos buracos. A administração mudou, mas o cenário permanece o mesmo, para frustração de quem esperava melhorias.
A viagem entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul tem levado, em média, de 15 a 17 horas, a depender da velocidade e do tipo de veículo. A situação é crítica e, diante das condições da estrada, nem reza forte parece resolver.
A campanha “Feito no Acre” precisa de mais duas coisas, basicamente:
1) ser reforçada e estar na boca do povo;
2) a produção/industrialização oferecerem produto de qualidade ainda maior, ao ponto de o consumidor não ter dúvida do que comprar.
E outra coisa basilar observada por um empresário local. “Com toda certeza, tem que estar em todos os cantinhos do Acre, em todos os comércios, mercearias, mas principalmente sendo valorizado pelo governo. Tudo que o governo consome tem que ser produzido no Acre”.
Ou o Governo compreende a importância social e econômica do que disse esse empresário, ou vai continuar escorregando na tabatinga. Até o momento, está escorregando.
O debate sobre o fortalecimento da cadeia produtiva do café, qualidade e políticas públicas de apoio à comercialização vai contar com a presença do governador Gladson Camelí. Antes marcada para hoje (19), foi adiada para amanhã (20), de maneira que o governador possa participar. Acontece às 11 horas, no gabinete da vice-governadora Mailza Assis.
Esse encontro foi mediado pelo gabinete da vice-governadora. A demanda partiu da Coopercafé. A gravidade do descompasso entre a produção e a industrialização foi denunciada pelo presidente da Coopercafé em entrevista ao site ac24agro, e agora o debate chega à mesa do Governo.
Reportagem do UOL divulga relação de estados brasileiros onde etanol ou gasolina compensam mais. Segundo a reportagem, no Acre é mais vantajoso abastecer com etanol.
Uma revista do Alto Acre cita o legado de Wilson Pinheiro para a região, algo que a esquerda, idiota 100%, não soube e não saberá aproveitar. Viva Wilson Pinheiro, diz o PL?
Toda divulgação das notas do Enem 2025 sempre reacende o debate sobre acesso ao ensino superior, mas também expõe a dependência estrutural de milhões de estudantes de políticas como Sisu, Prouni e Fies para transformar pontuação em oportunidade real.
O bloqueio de R$ 2 bilhões do Banco Master pelo INSS escancara fragilidades na governança do crédito consignado e reforça a assimetria de informação que ainda penaliza aposentados e pensionistas no sistema financeiro. Ainda não se sabe o tamanho do rombo no Acre.
Há quem diga que o presidente da Federação da Agricultura do Acre, Assuero Veronez, se arrepia todo quando ouve falar no nome “Zé Filho”. E explica-se. É que o empresário juntou uma ruma de votos e ameaça destronar Veronez da cadeira de presidente da Faeac.
Ao figurar apenas na 15ª posição entre as capitais em sustentabilidade fiscal, Rio Branco mostra equilíbrio relativo, mas ainda distante das cidades que combinam investimento público elevado com baixa dependência de transferências.
Mas, se montar uma linha do tempo, é possível notar que as boas notícias da saúde fiscal de Rio Branco estão diminuindo. O tempo dirá que Bocalom se sentou em cima do dinheiro, fez mais politicagem que obras e gastou mal os trocados do povo riobranquense.
O interesse de investidores estrangeiros no bambu acreano revela o potencial da bioeconomia, mas também evidencia o desafio histórico do Estado: transformar ativos naturais em cadeias produtivas consolidadas e duradouras.
Mais do que uma promessa verde, a bioeconomia no Acre começa a ganhar contornos práticos, embora ainda dependa de logística, crédito e governança para não repetir ciclos de entusiasmo seguidos de frustração.
O monitoramento antecipado do Rio Juruá demonstra avanço institucional na gestão de riscos, mas também confirma que eventos extremos deixaram de ser exceção e passaram a integrar o calendário permanente da Amazônia.
A coluna repete: a atuação integrada entre Estado, município e forças federais nas cheias mostra capacidade de articulação, porém evidencia a dependência recorrente de estruturas emergenciais em vez de soluções urbanas estruturantes.
A presença do TCE em áreas alagadas do Acre (nem tanto assim… os fiscais não saem de Rio Branco) sinaliza um controle mais pedagógico do que punitivo, focado em resultados, mas ainda limitado pela baixa capacidade financeira dos municípios mais vulneráveis.
O modelo humanizado de abrigamento em Rio Branco representa avanço social relevante, embora revele um paradoxo: políticas bem desenhadas para emergências convivem com a persistência de ocupações irregulares.
Quem nunca provou, que vá lá e coma! O reconhecimento do Marral como patrimônio imaterial de Epitaciolândia confirma a força da gastronomia como política cultural e instrumento de identidade, indo além do simbólico para tocar turismo e economia local.
Ao transformar pratos típicos em ativos culturais, municípios acreanos seguem tendência nacional, mas ainda carecem de estratégias de promoção contínua que ultrapassem datas comemorativas.
Dos rios ao crédito consignado, passando por cultura e bioeconomia, o fio condutor das últimas pautas é claro: governança sólida define se políticas públicas viram legado ou apenas resposta momentânea a crises.