Os alertas repetidos de cheias no Acre em 2026 mostram que o risco deixou de ser episódico. Quando o aviso vira rotina, a política pública precisa sair do modo emergencial. Mas perguntem ao Velho Boca se ele quer isso.
Cobertura ou vigia
Ou a Prefeitura de Rio Branco coloca uma estrutura coberta para que a espera seja feita, ou arruma um jeito de os portões serem abertos mais cedo. Comunidade agrícola é “madrugadora”. Como se diz no popular, “chega cedo nos cantos”. Para quem já está doente, esperar na chuva é de lascar!
Críticas que incomodam
Em entrevista à TV 5, o prefeito Tião Bocalom voltou a demonstrar incômodo com críticas feitas por moradores. Segundo ele, “todo mundo hoje em dia quer ser jornalista, divulgando tudo”. Pelo visto, o problema não é a divulgação, mas a realidade que vem sendo exposta.
Identidade
Com mais de 300 mil CINs emitidas, o Acre virou referência nacional. A eficiência, porém, atrai demanda de fora e pressiona um sistema já no limite.
Energia
Os 92 mil consumidores afetados por postes abalroados revelam um problema estrutural. Menos acidentes, mais prejuízo: a rede elétrica urbana não está preparada para impactos maiores.
Saúde
A inclusão de Cruzeiro do Sul na rede dos Cerest mostra avanço institucional. A pergunta agora é se o financiamento autorizado em dezembro chega (ou chegou) até o trabalhador.
Campo
Os R$ 16 mil do primeiro crédito do Incra mudaram o destino de uma família. No campo, política pública eficaz ainda se mede por histórias concretas.
Agricultura
A revitalização da Cageacre tenta dar logística ao crescimento produtivo. Sem armazenagem e escoamento, safra vira desperdício.
Carnaval
Momo se revira no salão… Os R$ 45 mil em prêmios ampliam a festa, mas também elevam a disputa por recursos públicos. Cultura e política seguem desfilando na mesma avenida do Acre.

Democracia
Mais de 150 milhões de eleitores em 2026 ampliam a legitimidade do voto no Brasil inteiro. Também ampliam o peso dos erros, das fake news e das abstenções.
Nota
A direção do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre publicou uma excelente nota de esclarecimento em resposta à edição da coluna de quinta-feira (15). A Tricas e Futricas tratou do cenário de embates institucionais e dos conflitos de interesse entre os representantes de classe na cadeia produtiva da carne no Estado.
Reação
A nota do Fórum foi em alto nível. Lembrou-se de que o trabalho é feito de forma coletiva, integrando várias instituições públicas e privadas, “assegurando pluralidade de visões e equilíbrio entre os interesses da produção primária, da indústria e do Estado”. A nota adianta ainda que está em fase de contratação um novo estudo técnico sobre a cadeia produtiva da carne.
“Fragmentada”
A nota critica o que considera “leituras fragmentadas da realidade” aquilo que a coluna apontou como conflito de interesses entre os diversos personagens da cadeia produtiva e que o Fórum entendeu como “divergências de entendimento entre entidades representativas do setor”.
Final
A bem-redigida nota finaliza com o seguinte raciocínio: “O compromisso do Fórum é contribuir para que o debate avance com base em dados, evidências e diálogo institucional, buscando soluções equilibradas que promovam o desenvolvimento econômico do Estado”.

Bacurau
O Prêmio Bacurau de Direitos Humanos foi criado em 2019. Foi um dos acertos da então prefeita de Rio Branco, Socorro Neri. Na edição 2025, fez-se justiça com o trabalho desenvolvido pela assistente social Vanda Matos. Fez-se justiça porque foi reconhecido o esforço de uma vida dedicada ao combate à fome e à insegurança alimentar. São 30 anos de luta! A coluna parabeniza a professora Vanda Matos pela luta e pelo reconhecimento.
Saúde mental
O Janeiro Branco reforça que hospitais não tratam só doenças físicas. Burnout e sofrimento emocional já são parte da rotina do SUS.

