Narciso em 30 Linhas

Não somos quintal

Por
Narciso Mendes

Os EUA sempre pretenderam mandar no mundo, e em relação a América-Latina, tratá-la como quintal.


Nada contra aos EUA pretender ser, o que tem sido até o presente momento, a maior potência mundial, seja economicamente, tecnologicamente e militarmente e que os demais países do mundo sejam obrigados a obedecerem, incondicionalmente, os interesses dos próprios EUA. Não, até porque, entre países não deve existir apenas dependências, sim e também, interesses.


Verdade seja dita: após o fim da 2ª guerra mundial, nenhum outro país da aliança que veio derrotar o nazismo, a não serem os próprios EUA estaria à altura de coordenar a reconstrução dos estragos deixados pela própria guerra. Neste particular nada contra a escolha dos EUA.


Acontece que, e a partir de então, os próprios EUA passaram a alimentar a ideia de se tornarem hegemônicos, e este sentimento, muito claramente, ainda resiste.


Já nos primeiros anos que se seguiram ao final da 2ª guerra mundial surgiu uma disputa ideológica e geopolítica entre os EUA e URSS, bastante polarizado e sem confrontos militares, porém, numa desenfreada corrida armamentista, sobretudo das armas atômicas.


Com a implantação da doutrina Truman, em 1947 surgiu o Plano Marshal, como resposta a expansão comunista e a consequente da URSS no ano de 1991, desta feita, determinando o fim do que havia sido denominada de guerra fria.


Como o poder nunca deixa espaços vazios, após o enfraquecimento da Rússia, isto em razão do fim da URSS, enquanto os EUA se imaginam senhor absoluto do mundo e no dia 9 de novembro de 1989 o muro de Berlin havia sido posto no chão, para os EUA, a sua hegemonia havia chegado, mas não, afinal de contas, o estoque de armas atômicas que existiam e que continuam em poder da Rússia a impede de se curvar aos próprios EUA.


Presentemente, e mais ainda, aliada da Rússia e de diversos outros países, veio a China e cada vez mais crescendo no contexto mundial, inclusive nos países do nosso continente latino-americano, ou seja, justamente nos países que outrora os EUA consideravam como se fossem seu quintal.


Lamentavelmente, o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA e suas beligerantes proposições em nada irão contribuir com a paz mundial, posto que, não será fazendo o que fez com o ditador Nicolaas Maduro, sequestrando-o no seu próprio país e ameaçando fazer coisa assemelhadas em outros, ao invés de senhor da paz o presidente Donald Trump se transformará no senhor dos conflitos e das guerras.


A ele um recado: muito cuidado com a China e com o Xi Jinping.


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Narciso Mendes