A Prefeitura de Feijó, por meio da Defesa Civil Municipal, destinou ajuda humanitária a indígenas da etnia Huni Kuin que vivem na Aldeia Paroá Central, na zona rural do município, nesta sexta-feira (16), em razão do transbordamento do rio Envira. A cheia tem provocado prejuízos significativos às comunidades indígenas e ribeirinhas, com perdas totais de lavouras e impacto direto na segurança alimentar das famílias.
De acordo com o sargento do Corpo de Bombeiros e coordenador da Defesa Civil de Feijó, Adriano Souza, o rio Envira já ultrapassou a cota de transbordo por três vezes em apenas dois meses, situação que resultou na perda de mais de dez mil pés de banana na região. “Estamos atendendo cerca de 400 pessoas que moram nas redondezas. Esse é o nosso compromisso em dar o mínimo de assistência para essas pessoas que tanto sofrem com isso”, afirmou.
A ação desta sexta-feira contemplou a Aldeia Paroá Central e outras aldeias das proximidades, severamente afetadas pela enchente. Segundo a Defesa Civil, muitas dessas comunidades perderam 100% de suas plantações de banana, principal fonte de subsistência. “Encaminhamos cerca de uma tonelada e meia de alimentos, além de água mineral, para dar um suporte para essas famílias que tanto sofrem”, destacou Adriano Souza.
Além das áreas rurais e indígenas, a cheia também atinge a zona urbana de Feijó. Em menos de uma semana, o rio Envira transbordou duas vezes, desabrigando duas famílias na cidade e alcançando mais de 150 famílias na zona urbana, além de moradores ribeirinhos.
As equipes da Defesa Civil Municipal e do Corpo de Bombeiros seguem em estado de alerta e monitoramento permanente do nível do rio, mantendo o atendimento às famílias afetadas. A previsão de mais chuvas para os próximos dias mantém os órgãos em prontidão máxima. “As equipes estão totalmente mobilizadas, acompanhando a situação da cheia do rio Envira e levando assistência às famílias impactadas por esses fenômenos climáticos”, concluiu o coordenador.
Como contexto da situação crítica, o nível do rio Envira voltou a subir em Feijó e atingiu 12,19 metros, conforme a medição do meio-dia desta sexta (16), divulgada pela Defesa Civil Municipal. O patamar mantém o rio acima da cota de transbordamento, fixada em 12 metros, deixando o município em estado de atenção permanente.
A nova elevação confirma a persistência da cheia que já provocou o segundo transbordamento do rio apenas nesta semana, afetando áreas ribeirinhas e bairros mais baixos da cidade. O avanço das águas ocorre após oscilações no nível do manancial nos últimos dias, sem que houvesse uma estabilização segura abaixo das cotas críticas.
Desde o primeiro transbordamento, registrado na terça-feira (13), a situação vem sendo acompanhada de perto pela Defesa Civil. Na ocasião, duas famílias precisaram ser retiradas de suas residências e encaminhadas para locais seguros. Com o novo aumento para 12,19 metros, cresce a preocupação com a possibilidade de novos alagamentos, tanto na zona urbana quanto na zona rural.


















