Foto: Sérgio Vale
Um levantamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em todo o Brasil mostra que o Acre mantém alíquotas consideradas baixas em 2026, aparecendo entre os estados com tributos mais acessíveis para automóveis de passeio.
De acordo com os dados, no Acre, automóveis, camionetas e veículos utilitários seguem com alíquota de 2%, enquanto motocicletas, ônibus e caminhões recolhem 1% sobre o valor venal. O imposto pode ser pago em cota única, com desconto de 10%, ou parcelado em até cinco vezes, duas vezes mais que em 2025. Motocicletas de até 170 cilindradas permanecem isentas, desde que sejam o único veículo registrado no nome do proprietário.
O levantamento mostra que, entre os 27 entes federativos, o Acre ocupa a terceira posição entre os IPVAs mais baixos, à frente apenas de Amazonas (1,5%) e Paraná (1,9%). Em contrapartida, o estado está muito distante dos impostos mais caros do país, liderados por Mato Grosso do Sul, com alíquotas que chegam a 6% para carros novos a diesel, e 5% para veículos novos não a diesel. Outros estados do Sudeste, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, aplicam 4% sobre automóveis de passeio.
No levantamento detalhado, é possível identificar algumas tendências: Estados com alíquotas mais baixas: Amazonas (1,5%), Paraná (1,9%), Acre, Espírito Santo e Santa Catarina (2%). Estados com alíquotas intermediárias (2,4% a 3%): Pernambuco, Ceará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Sergipe, Pará, Paraíba, Bahia, Alagoas, Roraima, Rondônia, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Amapá e Goiás. Estados com alíquotas mais altas: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais (4%), Mato Grosso do Sul (5–6%).
O levantamento evidencia que o Acre mantém uma política equilibrada, oferecendo alíquotas baixas para automóveis, descontos razoáveis para pagamento à vista e facilidades no parcelamento, sem comprometer a arrecadação estadual. Para efeito de comparação, um carro de R$ 50 mil teria IPVA de R$ 1.000 no Acre, enquanto no Mato Grosso do Sul o mesmo veículo poderia gerar imposto entre R$ 2.500 e R$ 3.000, dependendo do modelo e combustível.
Alguns estados adotam medidas de incentivo mais agressivas. No Amapá, o desconto à vista chega a 20%, enquanto no Espírito Santo é de 15%. O Acre mantém 10%, considerado intermediário, mas ainda competitivo. Estados como Amazonas e Paraná, com alíquotas menores, oferecem menos descontos à vista, equilibrando o valor final do tributo.