Foto: Jardy Lopes/ac24horas
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), inaugurou nesta quarta-feira (14), no bairro Sobral, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) Damião Nunes da Costa. A nova unidade passa a integrar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e amplia o acesso ao cuidado especializado em saúde mental para crianças e adolescentes de até 18 anos, fortalecendo a política municipal de atenção à infância e à adolescência.
O CAPSi funcionará em modelo de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio. O acolhimento ocorre de segunda a quinta-feira, das 7h30 às 17h. Já às sextas-feiras serão destinadas a atividades internas, como alinhamento de equipe e estudos de caso.
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Com investimento próprio de R$ 360 mil, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), celebrou a entrega de uma nova unidade voltada exclusivamente ao atendimento em saúde mental, destacando o compromisso da gestão com o cuidado humanizado e com a população que mais necessita de assistência especializada.
Durante o discurso, Bocalom ressaltou que a obra atende a uma demanda antiga da capital e representa um avanço no cuidado com crianças e jovens que enfrentam transtornos psicológicos. “Nosso compromisso sempre foi com o ser humano, principalmente com aqueles que mais precisam. Vivemos um momento em que muitas crianças e jovens apresentam transtornos psicológicos, e as famílias, muitas vezes, não sabem onde buscar ajuda. Essa unidade vem exatamente para suprir essa necessidade”, afirmou.
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O prefeito destacou que o espaço funciona como um centro de atenção especializada, com profissionais qualificados, como médicos e neuropsicólogos, preparados para oferecer um tratamento adequado e individualizado. Segundo ele, o modelo adotado rompe com práticas antigas baseadas apenas na medicalização. “Aqui é um espaço para tratar, para buscar soluções, com acompanhamento especializado. Não é simplesmente medicar, é cuidar de verdade”, enfatizou.
Bocalom também frisou que a unidade é dedicada exclusivamente à saúde mental, enquanto outros serviços de saúde continuam sendo ofertados em unidades distintas. “Este espaço é específico para a saúde mental. Do outro lado, temos unidades para tratar outros tipos de doenças. Aqui, o foco é exclusivamente o cuidado psicológico”, explicou.
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Por fim, o gestor anunciou que a prefeitura pretende ampliar ainda mais a rede de atenção psicossocial no município. Além do fortalecimento do CAPS Samaúma, a gestão planeja a construção de uma nova unidade. “Vamos chegar a, no mínimo, três unidades voltadas ao tratamento psicológico em Rio Branco, para atender crianças, jovens e todos que realmente precisarem.”
A coordenadora da unidade, a neuropsicóloga Kely Albuquerque, destacou a importância do serviço para a comunidade. Segundo ela, o CAPSi é voltado ao atendimento de crianças e adolescentes com transtornos mentais graves e persistentes, público específico da política de atenção psicossocial. “É fundamental esclarecer que o CAPS não realiza atendimento ambulatorial. O trabalho é multidisciplinar, com foco no cuidado integral do paciente e no apoio às famílias”, explicou.
A unidade conta com uma equipe composta por 12 profissionais, entre médicos especialistas em saúde mental, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, educadores sociais, profissional de educação física e assistente social. O atendimento é realizado de forma integrada, com atuação conjunta de diferentes áreas para garantir um acompanhamento contínuo e humanizado.
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Durante a inauguração, o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, afirmou que a implantação do CAPSi faz parte do processo de reestruturação da rede municipal de saúde, iniciado na gestão do prefeito Tião Bocalom. “Avançamos no fortalecimento das unidades básicas e das URAPs, e agora damos um passo importante ao priorizar a rede de atenção psicossocial. O cuidado com o público infantojuvenil era uma demanda antiga da capital, e começamos 2026 atendendo a essa necessidade”, destacou.
De acordo com a Semsa, o CAPSi tem capacidade para atender até 45 crianças por dia, o que representa cerca de 3 mil pacientes por ano e aproximadamente 8 mil atendimentos anuais, considerando acompanhamentos múltiplos por paciente. O serviço atenderá todo o território de Rio Branco.
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