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Operação da Polícia Civil e do Gaeco atinge cúpula do CV, esquema de “taxa de segurança” e tráfico no Acre

Foto: Davi Sahid/ac24horas
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A Polícia Civil do Acre e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Acre (MPAC), realizaram uma coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira, 13, para apresentar resultados da megaoperação deflagrada nesta manhã com o objetivo de desarticular as principais estruturas do Comando Vermelho no estado.

Ao todo, cerca de 100 mandados judiciais, entre prisões e buscas e apreensões, foram e estão sendo cumpridos em pontos estratégicos previamente mapeados pelas forças de segurança. A ação envolveu a Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e a Delegacia Especializada no Combate às Ações Criminosas Organizadas, mobilizando mais de 120 policiais civis e servidores do Ministério Público.

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De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Henrique Maciel, a operação representa um avanço significativo no enfrentamento ao crime organizado. “Tivemos prisões importantes no sentido de quebrar a cadeia hierárquica do crime e combater o poder financeiro das organizações criminosas. Hoje, a segurança pública deu mais um passo com êxito no combate às organizações criminosas”, afirmou.

O coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Bernardo Albano, destacou que a operação é resultado de um trabalho investigativo longo e minucioso, iniciado há cerca de dois anos. Segundo ele, foram expedidos 62 mandados de prisão e mais de 100 mandados de busca e apreensão contra alvos considerados estratégicos dentro da hierarquia da facção criminosa Comando Vermelho no Acre.

Foto: Davi Sahid/ac24horas

“Conseguimos atingir a chamada ‘casa maior’, também conhecida como conselho final ou conselhos rotativos, responsáveis pela gestão da organização criminosa nos bairros e cidades. Alcançamos núcleos de liderança, inclusive com ramificações fora do estado, como no Rio de Janeiro”, explicou o promotor. Ele ressaltou ainda que a investigação reuniu um amplo conjunto de provas financeiras e digitais, o que deu segurança ao Poder Judiciário para autorizar a operação.

A ofensiva também teve desdobramentos em outros estados, como Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Norte, evidenciando o caráter interestadual da organização criminosa.

O delegado Saulo Macedo, que também participou da coletiva, afirmou que o inquérito revelou um cenário amplo de atuação criminosa, incluindo homicídios antigos, esquemas de extorsão contra comerciantes, cobranças de supostas “taxas de segurança” e tráfico de drogas na região central de Rio Branco. “A partir das provas angariadas, novas investigações serão instauradas para coibir essas práticas e responsabilizar outros envolvidos”, disse.

Segundo o coordenador da Divisão Especializada de Investigações Criminais Especiais (Deic), Pedro Paulo Buzolin, até o momento 15 pessoas foram presas durante o cumprimento dos mandados, mas as diligências seguem em andamento e o número pode aumentar. Durante a operação, também foram apreendidos veículos, mais de R$ 10 mil em dinheiro e uma arma de fogo.

Ao encerrar a coletiva, o delegado-geral Henrique Maciel reforçou a integração entre as instituições e deixou um recado às organizações criminosas. “Esse é um trabalho feito por muita gente, com dedicação e união. Demonstramos hoje que o Estado tem capacidade de enfrentar o crime organizado, e esse enfrentamento vai continuar”, concluiu.

Os presos estão sendo encaminhados para audiências de custódia e permanecem à disposição da Justiça.

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