A fala do presidente da Coopercafé, Jonas Lima, no site ac24agro trouxe consequências. O ex-deputado falou do descompasso entre a produção de café e o beneficiamento nas indústrias locais. Lembrou que o Estado tem um papel fundamental na proteção das empresas que processam o que se produz por aqui. Não tem sentido o Acre produzir café na escala que tem produzido e o acreano tomar café de Minas Gerais. Próxima segunda-feira (19), pela parte da tarde, uma definição sobre o assunto será mediada pelo Gabinete Civil, com todos os setores envolvidos.
Existe uma relação elementar entre o crescimento do agronegócio e a privatização de estradas federais. Basta olhar o histórico. Nisso, a iniciativa privada do Acre precisa ficar caladinha, porque se apresenta com a retórica “pró-privatização”. Apoia? Então, aguenta!
E lá vêm os entusiasmados “meninos velhos” querendo usar a retórica pedestre de diferenciar “concessão” de “privatização”! É como tentar diferenciar “seis” e “meia dúzia”. Há diferenças de manuais. Na prática, é patrimônio público que é repassado às empresas.
A Nova 364, concessionária responsável por sete pontos de pedágio entre Pimenta Bueno e Candeias do Jamari, passou a operar desde ontem com sete pontos de cobrança de pedágio em sistema de Livre Passagem (sem cancelas e sem parada). Motos não pagam.
O Sindicato das Transportadoras de Cargas do Acre fez as contas: as empresas já pagam R$ 1,6 mil para transportar carga até São Paulo e já vão ter acréscimo de R$ 1,4 mil com a sequência de cobranças no território rondoniense.
A queda de 1,54% na inflação de Rio Branco revela como o Norte, às vezes, escapa das pressões inflacionárias do Centro-Sul por ter cadeias de abastecimento diferentes.
Arroz, leite e açúcar explicam o alívio no Acre, mas é um alívio conjuntural, não estrutural — basta uma mudança na oferta para inverter o cenário.
Mesmo com queda da cesta, 48% da renda líquida ainda vai para comida: isso diz mais sobre pobreza do que sobre inflação.
Dezembro com mais de 200% da chuva média em Rio Branco mostra que o regime hídrico do Acre já não respeita estatística histórica.
Entre chuvas recordes, cesta mais barata e fraude digital em alta, o Estado vive a contradição clássica da Amazônia moderna: riqueza natural, vulnerabilidade sistêmica.
O nível subindo não é apenas efeito de um dia chuvoso, mas de um mês inteiro de saturação do solo, o que aumenta o risco hidrológico.
Enquanto o Brasil bateu quase 40°C, o Acre oscilou mais no excesso de chuva do que no calor extremo, um padrão típico de Amazônia úmida.
A primeira reunião não implantou o sistema, mas criou a mesa de poder em que Sema, Imac, IMC e Defesa Civil passam a disputar quem manda nos dados ambientais do Acre.
O mérito do Simamc está menos na tecnologia e mais na tentativa de quebrar feudos administrativos que historicamente travam respostas rápidas ao desmatamento e às crises climáticas.
Os 33.373 casos contabilizados pela Serasa no Acre provam que golpe digital não é mais problema de metrópole; a interiorização do crédito trouxe a interiorização do crime.
Bancos concentram 60% das fraudes porque é onde o dinheiro vira dinheiro rápido — o criminoso segue o caixa, não a vítima.
A mira nos 26 a 50 anos é lógica: quem movimenta renda, crédito e compras on-line é quem mais gera oportunidade de golpe.
Biometria e checagem cadastral já barram mais da metade dos ataques, mas o jogo é de gato e rato, não de vitória definitiva.
O Sudeste lidera em volume, o Norte cresce em proporção: o risco está se espalhando mais rápido que a proteção.
O ex-deputado federal Henrique Afonso, atual assessor da vice-governadora Mailza Assis, “abra o olho”. Tem gente do próprio gabinete da vice que já está com a paciência no limite: entendem que a postura do assessor “é devagar”. É tudo o que Mailza não precisa. Ela precisa ser acelerada e de que alguém esquente o sangue dela.
A linha de argumentação do ator Wagner Moura na cerimônia de premiação do Globo de Ouro foi cirúrgica. Sem afetação, transitou na linha limítrofe que o rito e o cerimonial permitiram. Disse muito com poucas palavras. Deixou muitas outras sugeridas. É assim mesmo! Lavou a alma!