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Defesa Civil recebe mais de 10 pedidos de remoção por risco de desmoronamento

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A Secretaria de Defesa Civil de Rio Branco recebeu 12 solicitações para retirada de famílias que moram em áreas de risco, até às 11h00 desta segunda-feira (12). Chuvas intensas atingem Rio Branco desde a madrugada e seguem provocando transtornos em diversos bairros da capital. As informações foram dadas em entrevista ao ac24horas pelo secretário municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão.

Segundo Falcão, a chuva registrada desde às 5h da manhã já ultrapassou 89 milímetros, configurando o evento mais significativo de 2026 até o momento. “Foi uma chuva muito forte, com quase 15 milímetros por hora. Isso acaba provocando transbordamentos de igarapés, córregos e galerias, muitas vezes obstruídas”, afirmou. As equipes da Defesa Civil seguem atendendo ocorrências em todos os quadrantes da cidade.

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Apesar do grande número de chamados, o secretário explicou que os pedidos de remoção precisam ser avaliados com cautela. “As pessoas ligam pra gente desesperadas pedindo retirada, mas muitas vezes elas não têm a real percepção do risco. A gente precisa ir até o local e averiguar”, destacou. De acordo com ele, cerca de 12 famílias solicitaram remoção até o momento, mas nenhuma delas precisou, de fato, ser retirada de casa. “Em todos os locais que nós fomos, verificamos que não havia necessidade. Em alguns pontos, a água inclusive começou a recuar, sendo necessário apenas fazer a limpeza”, completou.

Falcão ressaltou ainda que a remoção durante o período de chuva pode trazer prejuízos adicionais. “As pessoas não percebem que, se a gente fizer remoção no meio da chuva, a gente vai acabar estragando os móveis delas. E quando isso acontece, a responsabilidade passa a ser nossa. A gente não quer prejuízo nem para as famílias, nem para o poder público”, explicou.

Sobre a origem das ocorrências, o secretário foi categórico ao afirmar que não há pedidos relacionados ao Rio Acre. “Não tem nenhum pedido pelo Rio Acre. Todos são por igarapés, galerias e córregos. O rio está em torno de 12,13 metros, ainda abaixo da cota de alerta”, disse. Ele reforçou que, até agora, o cenário observado é mais de pânico do que de risco real. “Nós fomos a todos os pontos de pedido de remoção e não constatamos nenhum que realmente precisasse sair. Em muitos casos é o medo de que transborde”, afirmou.

Foto: David Medeiros

Mesmo assim, a Defesa Civil mantém atenção redobrada diante da previsão de chuvas para os próximos dias. Caso seja necessário abrigar famílias que não tenham para onde ir, o município já tem estratégias definidas. “Para situações pontuais de igarapés, a gente não deve ativar o parque de exposições, porque isso normalmente é coisa de um ou dois dias. O parque, depois que ativa, não desativa mais e envolve uma estrutura muito grande”, explicou Falcão. Segundo ele, escolas públicas são a principal alternativa para abrigos temporários. “A escola é muito mais prática de ativar e desativar. Serve para uma situação transitória, de um, dois ou até três dias”, disse.
O Parque de Exposições Wildy Viana, conforme o secretário, só será acionado se o desastre evoluir para um cenário mais grave. “Se precisar, a gente ativa sem problema nenhum, mas isso significaria manter o local funcionando até o fim de março”, ponderou.

Em relação ao risco de desmoronamentos, Falcão afirmou que as equipes ainda estão em campo e que um diagnóstico mais preciso será divulgado nas próximas horas. “Nós temos casas que não precisam nem de chuva para apresentar risco. Estamos averiguando tudo direitinho”, afirmou. Ele explicou que a Defesa Civil trabalha com quatro níveis de risco: baixo, médio, alto e muito alto. “Quando chega em risco alto ou muito alto, a gente tem que desabitar [retirar] essas famílias”, completou.
Com o acumulado de cerca de 220 milímetros de chuva em apenas 12 dias – próximo da média histórica de 287 milímetros esperada para todo o mês – a Defesa Civil de Rio Branco segue em prontidão máxima. O órgão orienta a população a manter a calma, acompanhar os comunicados oficiais e acionar as equipes apenas em situações reais de risco, enquanto o monitoramento segue contínuo em toda a cidade.

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