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Cabo da PM responde por morte após dirigir embriagado

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O cabo da Polícia Militar do Acre (PMAC), Alan Melo Martins, será julgado na próxima segunda-feira (12) pelo Tribunal do Júri de Rio Branco, acusado dos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. O julgamento será realizado pelo Conselho de Sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar.

O policial foi denunciado pelo Ministério Público do Acre (MPAC) após um acidente ocorrido em 13 de maio de 2019, na Estrada Dias Martins, na capital. Segundo a denúncia, Alan Melo dirigia embriagado e em alta velocidade quando atingiu a motocicleta ocupada pela dona de casa Silvinha Pereira da Silva e pelo marido dela, José da Silva e Silva.

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De acordo com as investigações, o então cabo da PM havia passado parte do dia ingerindo bebida alcoólica. No fim da tarde, ao realizar uma ultrapassagem em alta velocidade, perdeu o controle do veículo — um Chevrolet Onix — e colidiu com a motocicleta do casal. O automóvel só parou após bater contra um poste da rede elétrica.

Perícias da Polícia Técnica apontaram que o carro era conduzido a mais de 130 km/h, cerca de 50 km/h acima do limite permitido na via, que é de 80 km/h. Os laudos também confirmaram a ingestão de bebida alcoólica pelo motorista no momento do acidente, com base na análise técnica e em imagens registradas na ocorrência.

As vítimas foram socorridas por uma equipe de suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhadas ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). Silvinha não resistiu aos ferimentos e morreu durante o atendimento médico. O marido sofreu ferimentos graves, mas sobreviveu. Alan Melo também ficou ferido e recebeu atendimento na mesma unidade de saúde.

Com base nas provas reunidas, o MPAC indiciou o policial por homicídio simples e tentativa de homicídio, ao sustentar que ele assumiu o risco de provocar um acidente ao dirigir sob efeito de álcool e em velocidade excessiva.

Alan Melo também já esteve envolvido no chamado “Caso Preventório”, referente a uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) que resultou na morte de três pessoas, entre elas uma menina de 11 anos. Nesse episódio, ele e os demais acusados foram absolvidos pelo Tribunal do Júri em dezembro de 2024. Agora, o militar volta a sentar no banco dos réus em um novo julgamento.

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