Um levantamento feito pelo ac24horas com base nos incidentes aéreos registrados no Acre e citados nos dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) revela que quase metade das ocorrências está diretamente relacionada a problemas nos pneus das aeronaves. Ao todo, dos nove incidentes analisados, quatro tiveram como causa o estouro ou furo de pneus, o que representa aproximadamente 44,4% do total. O caso mais recente ocorreu na manhã desta terça-feira (6), em Tarauacá, quando um avião de pequeno porte se envolveu em um incidente durante tentativa de decolagem com destino ao município de Jordão.
Saiba mais: Avião sai da pista após falha durante tentativa de decolagem no aeródromo de Tarauacá
De acordo com o histórico disponível no Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), órgão central do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER), situações semelhantes ao do incidente registrado nesta manhã também foram documentados ao longo de 2025 em diferentes municípios acreanos.
Em 25 de novembro de 2025, um incidente do mesmo tipo foi registrado no Aeroporto Plácido de Castro, em Rio Branco. A aeronave havia decolado do aeródromo de Jordão transportando pessoal quando, durante o pouso na capital, um dos pneus traseiros furou. O avião conseguiu livrar a pista e aguardou o reboque até o hangar, sem danos a terceiros.
Outro caso semelhante ocorreu em Cruzeiro do Sul, no dia 16 de outubro de 2025. Após decolar do aeródromo de Marechal Thaumaturgo, a aeronave pousou no Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul, onde foi constatado que um dos pneus estava furado. Após o desembarque dos passageiros, o avião foi encaminhado para manutenção.
Ainda em Cruzeiro do Sul, em 16 de setembro de 2025, um novo incidente envolvendo pneus foi registrado. A aeronave partiu de Rio Branco com destino ao município e, após o pouso, foi observado que o pneu esquerdo estava furado. O voo transportava um tripulante e quatro passageiros.
Além dos casos diretamente relacionados aos pneus, o histórico do CENIPA aponta que, em 2025, outros 55,6% dos incidentes envolveram outras causas, como colisão com aves, falhas de sistemas, ou ocorrências durante operações no solo, sem relação com pneus. Em 7 de outubro, por exemplo, em Rio Branco, uma aeronave tocou a cauda no solo durante o táxi no pátio do aeroporto, devido à movimentação de passageiros no interior. Já entre junho e julho, pelo menos três ocorrências envolveram colisões com aves durante as fases de decolagem e pouso no Aeroporto Plácido de Castro.
Também foi registrado, em janeiro de 2025, um incidente de falha de sistema em uma aeronave que fazia o trajeto Belo Horizonte/Rio Branco. Durante a aproximação para pouso, houve problema no sistema de slats das asas, mas os procedimentos previstos foram adotados e o pouso ocorreu sem maiores intercorrências.
Apesar dos registros, não houve vítimas nos incidentes listados. Ainda assim, os dados acendem um alerta para a necessidade de manutenção constante das aeronaves e investimentos contínuos na infraestrutura aeroportuária do Acre.


















