Narciso em 30 Linhas

E o pior ainda irá

Por
Narciso Mendes

Da gestão Donald Trump as piores notícias ainda virão, não pela força do poder, mas sim, pelo poder da força.


Quando em sua campanha eleitoral, o hoje presidente dos EUA, Donald Trump, estabeleceu o slogan “Make América Great Again”, traduzindo: “Faça a América Grande Novamente”, simplesmente ele pretendia retomar a doutrina Monroe, ou seja, afastar não apenas a presença européia, bem como a interferência de qualquer outro país nas nações do Hemisfério Ocidental.


A referida doutrina foi lançada pelo então presidente dos EUA, James Monroe, no ano de 1.823 e a mesma prescrevia: “A América para os americanos. Bem entendido: não para todos os americanos, mas sim, para os puros sangues, os estadunidenses.


Outra tentativa de dominação do continente americano voltou a acontecer no ano de 1.904, através do corolário Roosevelt, uma ampliação da própria doutrina Monroe. Através dele e se necessário fosse, o próprio EUA poderia utilizar a sua força militar para impor sua dominação: Panamá, Porto Rico e Cuba foram os seus primeiros alvos.


Trocando-se em miúdos: os EUA sempre trataram os países do continente americano com bastante reserva, mas sempre visando manter toda a região sob sua esfera de influência. Em relação a China e a Rússia, seus tradicionais rivais, recompensava os países aliados e pressionava os não aliados com ameaças de sanções e intervenções.


Em relação à recente invasão da Venezuela, que ninguém venha supor que estou saindo em defesa do ditador Nicolás Maduro, isto por sê-lo, na minha avaliação o mais execrável chefe de Estado do mundo, ainda assim, nada justifica a forma como o presidente Donald Trump procedeu para sequestrá-lo do seu próprio país.


A despeito de se autorrotular como o país mais democrático do mundo, jamais os EUA poderiam transigir com o mais emblemático direito internacional, o da autodeterminação dos povos.


Do ditador Nicolás Maduro, concordo com tudo que pudesse ser feito para afastá-lo do poder, exceto com a forma determinada pelo presidente Donald Trump, até porque, se ele jamais concordou com a invasão da Ucrânia pelo Rússia, menos ainda concordará com a hipotética invasão de Taiwan pela China.


Em sendo, sabe-se lá até quando, a maior potência mundial, e em todos os parâmetros, ou os EUA buscam ampliar suas alianças com os demais países, particularmente, com os do nosso continente americano, ou a China, o passará para trás, posto que, ao pretender anexar à Groelândia, retomar o canal do Panamá e o Canadá, o próprio EUA tende a se isolar do restante do mundo.


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Narciso Mendes