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Poeta slammer se apresenta na Ufac em ato que relembra 8 de Janeiro

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O ato público realizado nesta quinta-feira (8), no auditório da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, em memória dos três anos do atentado de 8 de janeiro de 2023 contra a democracia brasileira, contou com a apresentação da poeta slammer Cristina Santos, conhecida como Medusa AK. A atividade reuniu estudantes, professores, sindicalistas e militantes de movimentos sociais e políticos.

Cristina Santos é estudante da Ufac, secretária do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e secretária da Juventude do Partido dos Trabalhadores (JPT) no Acre. A apresentação ocorreu em um auditório lotado, decorado com faixas de entidades sindicais e estudantis, como ANDES, UNE e UJC.

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Durante a intervenção cultural, Medusa AK recitou um poema autoral que trouxe relatos sobre desigualdades sociais em Rio Branco e a realidade das periferias. Em um dos trechos, ela descreveu o trajeto até sua casa, afirmando: “Pra chegar lá na minha casa, eu tenho que passar por umas ruas lotadas de condomínio, lisinho, cheio de asfalto… e quando eu penso que não, eu piso num buraco. E aí eu percebi que já cheguei na minha favela”, destacou.

A poeta também mencionou bairros periféricos da capital acreana e as dificuldades de mobilidade urbana, dizendo que, na Baixada da Sobral e no Santa Cruz, “a gente sai cortando os becos pra entrar por uma, mas por causa da lama de uma das ruas, vai saindo e cortando por outras vielas”. Em outro momento, comparou os serviços públicos oferecidos em diferentes áreas da cidade: “Aqui é rua da quebrada. Se eu dou alguns passos: rua do condomínio. E adivinha qual das duas tem iluminação e asfalto?”, pontuou.

O poema incluiu referências aos bloqueios da BR-364 realizados por apoiadores do golpe e às consequências desses atos para a população. “Os apoiadores do golpe fecharam nossa BR-364. Na Copa, jogo do Brasil, o acreano quase fica sem gelada… e sem contar que a gente tava sem gasolina”, afirmou, ao mencionar também as filas nos postos de combustível.

A situação econômica e o impacto no cotidiano dos trabalhadores também foram citados. “Um país se estrepando, o Uber passando mal, fica entre a agiota de hoje e a gasolina de amanhã, porque tá cara e o tanque não dura”, disse a slammer durante a apresentação.

Cristina Santos ainda fez menção ao posicionamento de autoridades locais e à memória de lideranças históricas do estado. “Pra completar o fardo que o acreano carrega, o prefeito da capital soltou apoio pela ditadura”, declarou.

Assista ao vídeo:

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