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“Não foi opinião, foi crime”, diz presidente do PT no Acre ao lembrar do 8 de janeiro

Foto: André Kamai I Whidy Melo/ac24horas
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O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores no Acre e vereador de Rio Branco, André Kamai, afirmou que o 8 de janeiro deve ser tratado como um marco histórico permanente na defesa da democracia brasileira e não pode ser apagado ou relativizado ao longo do tempo. A declaração foi feita durante um ato público que acontece nesta quinta-feira (8), no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac), no campus da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, reunindo organizações políticas, sindicais, estudantis e movimentos sociais.

Durante o evento, Kamai destacou que a data representa um alerta coletivo sobre os riscos de retrocessos autoritários no país. Para ele, a preservação da memória é fundamental para impedir a repetição de episódios que ameaçam o Estado Democrático de Direito.“Essa é uma data histórica. É uma data para a gente lembrar, para nunca mais acontecer”, afirmou.

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O dirigente petista ressaltou ainda que a tentativa de golpe contra a democracia brasileira não é uma interpretação política, mas um fato reconhecido pelas instituições. “Quem diz isso é a Justiça brasileira, que condenou generais e o próprio presidente da República que estimulou e coordenou esse processo”, declarou.

Ao explicar o sentido do ato realizado na Ufac, o vereador afirmou que a iniciativa busca ampliar o debate público sobre a democracia e seu aperfeiçoamento contínuo. Ele ressaltou que a mobilização têm caráter “pacífico, democrático e aberto”, com o objetivo de reafirmar a defesa das instituições e a luta por melhores condições de vida para a população. “A democracia é um regime que deve ser aprimorado sempre. Debater a democracia, afirmar a sua importância e a necessidade de avançar nela é fundamental”, disse.

Questionado sobre manifestações recentes relacionadas à situação política da Venezuela, André Kamai avaliou que o direito à manifestação deve ser garantido, desde que exercido de forma responsável. “Toda manifestação é legítima, as pessoas podem ter suas opiniões e posições. O que não é legítimo é tentar fazer baderna e provocações em um ato que tem um propósito definido”, pontuou.

Kamai reforçou ainda sua posição contrária a qualquer tipo de violência no debate político. Segundo ele, tanto quem se manifesta contra quanto quem defende posições distintas sobre a Venezuela deve agir de forma respeitosa, inclusive considerando a realidade dos venezuelanos que deixaram o país. “A violência não é saída para absolutamente nada. Eu sou absolutamente contra qualquer ato de violência”, finalizou.

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