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Futuro presidente da Adufac, Gerson Rodrigues convoca unidade da esquerda no Acre

Foto: Whidy Melo/ac24horas
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Em um discurso marcado por críticas diretas e tom de enfrentamento, o professor doutor Gerson Rodrigues de Albuquerque afirmou que a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac) deve assumir um papel ativo na disputa política e ideológica no estado.

A fala ocorreu nesta quinta-feira (8), durante ato público no auditório da Adufac, no campus da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, como parte da mobilização nacional “8 de janeiro – Brasil soberano: liberdade e dignidade aos povos”, que marca os três anos da tentativa de golpe contra a democracia brasileira, em 2023.

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Prestes a ser empossado presidente da entidade na próxima terça-feira (13), Gerson foi direto ao apontar que a neutralidade não é uma opção diante do atual cenário político. Segundo ele, a Adufac precisa se posicionar claramente e se abrir “a todas as alianças possíveis no campo democrático e no campo de esquerda”, como forma de resistir ao avanço de projetos que, em sua avaliação, têm desmontado direitos e conquistas históricas no Acre. “A gente continua essa luta pela democracia, fundamentalmente pelo nosso Estado, na nossa universidade”, afirmou.

O professor não poupou críticas ao que chamou de encenação política em curso no estado. Para ele, há uma “farsa” sendo sustentada por grupos que, sob o discurso da ordem e da moralidade, vêm promovendo retrocessos sociais, educacionais e institucionais. “É fundamental para a esquerda no Acre desmontar toda essa farsa que tem aqui, que de algum modo vem destruindo todas as conquistas que tivemos nesse Estado nesses anos”, declarou.

Foto: Whidy Melo/ac24horas

Gerson Albuquerque também destacou que 2026 será um ano decisivo e de conflitos abertos, exigindo unidade real e não apenas retórica entre forças progressistas. Na avaliação dele, iniciar esse ciclo político com um ato de memória sobre o 8 de janeiro é um gesto simbólico e estratégico. “Pensar em aliança, pensar em unidade, pensar em construção não é discurso bonito, é necessidade política”, disse.

Ao relacionar o cenário local ao nacional, o docente foi explícito ao defender a continuidade do governo Lula, apontando a reeleição do presidente como parte central da defesa da democracia no Brasil. “A reconstrução desse país começou com a eleição do presidente Lula e a gente deve lutar para que ele seja reeleito. Isso também é luta democrática”, finalizou.

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