A posse de 713 professores reforça a rede estadual e consolida a maior política de efetivação da história recente. Isso mostra a grande atenção que a gestão Gladson deu à Educação. O comandante da pasta, Aberson Carvalho, trabalhou dia e noite para melhorar nossos índices. O desafio agora é transformar volume de contratações em melhoria mensurável de aprendizagem.
Vice de Alan Rick gera tensão
A possibilidade de a primeira-dama de Rio Branco, Kellen Bocalom, figurar como vice na eventual chapa do senador Alan Rick nas eleições de 2026 tem provocado burburinhos intensos nos bastidores da política acreana. Aliados próximos ao senador demonstram resistência à ideia e avaliam que a presença de alguém ligado diretamente ao prefeito Tião Bocalom poderia gerar conflitos internos. Nos corredores, a comparação mais recorrente é com a turbulenta relação entre Gladson Cameli e Major Rocha no período de 2019 a 2022, apontada como exemplo de gestão marcada por disputas e desgaste político.
Empregos
Os 16,6 mil postos criados no Acre desde 2023 acompanham o ciclo nacional positivo, mas expõem dependência do setor de serviços. A diversificação produtiva segue como gargalo estrutural.
Renda
A Feira e a Vila Natalina ao redor do Palácio Rio Branco mostram que eventos públicos bem organizados têm efeito direto na economia local. O crescimento de quase 200% cobra agora planejamento permanente, não sazonal, mas que o negócio é bom, isso é.
Planejamento
A divulgação antecipada do calendário salarial dá previsibilidade ao servidor e estabilidade ao comércio. É gestão básica bem-feita, algo raro em administrações passadas.
RGA
O fechamento do reajuste de 20,32% corrige perdas, mas não recupera plenamente o poder de compra corroído pela inflação. Valoriza, mas não resolve a defasagem histórica.
Juventude
Os dados do Caged mostram jovens de 18 a 24 anos liderando novas vagas no Acre. O alerta está na qualidade desses empregos e na baixa exigência de qualificação.
Gestão
Os temas do dia revelam um governo focado em execução e números. O próximo passo é ir além do anúncio e apresentar indicadores de impacto real na vida da população.
Infraestrutura
Moradores de Rio Branco têm reclamado que 2026 iniciou com a volta de uma cultura quase cômica na infraestrutura do município: a sinalização de buracos e o esquecimento do conserto deles. Ele está há pelo menos dois dias jorrando água, na rua Machado de Assis, no Castelo Branco. Sinalizado, mas não consertado.

Pedágio na BR-364
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), José Adriano, fez duras críticas à forma como está sendo implantado o pedágio no trecho da BR-364 entre Candeias do Jamari e Pimenta Bueno, em Rondônia. Segundo ele, o modelo adotado causa estranhamento, sobretudo pelos reajustes iniciais. José Adriano lembra que, quando o tema começou a ser discutido, a tarifa prevista era de R$ 0,19, mas já sofreu aumento de cerca de 10% a partir do dia 12. A situação revela uma prática preocupante e exige reação da bancada federal do Acre. Se nada for feito, os preços vão subir ainda mais. A promessa de que a ponte sobre o Rio Madeira reduziria o custo dos produtos ficou só no discurso.
O velho Ranzi
Sobre a nova ponte, a sexta na cidade de Rio Branco, o velho e bom Alceu Ranzi diz: “Os pilares deveriam estar mais distantes das margens do rio. Como está nessa imagem, sempre corre o perigo de erosão, colocando em risco a sustentação da ponte”.

Geoglifos
Para quem não conhece, Alceu Ranzi é internacionalmente reconhecido pelos estudos sobre os geoglifos do Acre, sujeito bom de prosa, e amante da cultura amazônica. E sabe do que está falando.
Nem nem
Jorge Viana continua no espírito “nem uma coisa, nem outra”. Na entrevista que concedeu ontem ao ac24agro, afirmou que o presidente Lula não o convidou a compor ministério. Mas também não admitiu que será candidato.
Quem te viu…
Disse que “até abril” as conversas serão feitas. De um jeito ou de outro, já bem se vê como a estrela ficou opaca. Política tem dessas coisas. Nem sempre o melhor é apresentado ao público. Quase sempre não é. Tudo depende da conjuntura. E a do Acre, politicamente, não tem sido companheira com JV.
Alô, Civil
Metade do gado que saiu em dezembro do Acre para outros estados foi transferência para o mesmo CNPJ ou mesmo CPF. Ilegal a transação não é. Mas, nesse volume, muita coisa fica sugerida.
Cacoete
É preciso que o acreano não se contamine com o ambiente de “lacração” das redes sociais. O episódio do conflito no Lago do Amor, durante o protesto contra a ação norte-americana na Venezuela, foi emblemático. É preciso se deixar influenciar pelo que a política tem de construtivo, não por performances para a internet. Isso desqualifica a política.
Vulneráveis
A cheia que atingiu parte das 27 comunidades rurais de Rio Branco evidenciou o óbvio. O agricultor de base familiar é muito vulnerável no que se refere ao seguro agrícola. Nem sabe para qual rumo vai essa discussão.
Cadê?
O secretário de Estado de Agricultura, Luiz Tchê, assegurou que faria uma Feira de Exposição da Agricultura Familiar até dezembro. Ficou na promessa e na boa intenção.
Xapuri
O município reafirma seu valor simbólico ao unir memória, turismo e sustentabilidade. O que falta mesmo à Princesinha do Acre é transformar o potencial histórico em política contínua de desenvolvimento local e geração de emprego.

